quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Natal , ano novo e outras histórias


Hoje é dia 30/12/09, penúltimo dia de nosso calendário. Penúltimo dia de muitas promessas feitas 364 dias atrás , penúltimo dia de muitas conversas. Penúltimo dia para infinitos ajustes.Primeiro dia para incontáveis histórias. A festa de família mais comemorada do país passou , ainda com grandes escorregadas na febre do consumo , mas uma festa de família acima de tudo (deixarei reflexões mais profundas para outro momento). 2010 chega amanhã às 24:00. Que venham os próximos 365 dias repletos de realizações, continuidades , novidades , serenidade , altos e baixos , idas e vindas. Um novo ano pela própria combinação de números , pelas promessas que trás consigo , pelo frescor do recomeço. Mais uma girada na roda da vida. Um ano como tantos outros , um ano como nenhum outro. Um ano.
Desse trem que se reveza a cada instante aprecio a paisagem sentada confortavelmente em meu assento. Olho com olhos cansados , marejados , alegres , tristes , distantes. Assim como meu humor meus olhos traduzem muitos de meus momentos. Observo , não me prendo às fotografias que passam sem cessar. O trem vai seguindo seu curso , sobe e desce os trilhos perdidos nas montanhas , nas pastagens , nas planícies e curvas do caminho. Seu balanço é como um embalo de mãe , uma canção de ninar que acalma e aconchega . Me entrego a este Caminho , a estes braços da vida e vou plantando em meu coração a certeza dos filhos criados ,das roupas lavadas , das sementes lançadas em solo fértil.
...
Aqui , de meu assento , dou Graças , aceno , honro e adormeço.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por mais livro e leitura na TV

Campanha iniciada pela amiga e "blogueira" Alessandra Roscoe do blog contoscantoseencantos.blogspot.com


O que falta para que o Brasil seja realmente um país de leitores?


Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."

Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!
Alessandra Roscoe

Postado por Alessandra Roscoe às Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Camarão sem gelo por favor.

Ok , camarões e frio não combinam , mas e os Crills ???
Deixa para lá.
Dedilho essas letrinhas num laptop HP que repousa tranquilinho no meu colo enquanto eu peno para acertar os acentos , teclas e etc. Esse lance de laptop é prático , mas um PCzão é tudo para meu conforto...
Voltemos aos camarões.
Semana passada me vi embalada na onda do "leve fresquinho" e em menos de uma hora estava derramando , às pressas , o gelo que fora cuidadosamente colocado pelo simpático Fábio da peixaria do Luis em Florianópolis, no isopor que seguiria para Brasília.
Explico : minha parceira de aventuras a Urubici foi incumbida de levar camarões para a sobrinha. Preço melhor , mais fresquinho , etc e tal . No dia de retornar nos informamos sobre onde comprar os tais camarões e seguimos para o Mercado Central . Lindas , loiras e faceiras rumamos para o tal mercado certas que faríamos a tal compra e ainda chegaríamos com folga no aeroporto para embarcarmos de volta para casa. Até aí tudo ok. Camarões lindos , baratos , frescos e de quebra lulas , filés de linguado , bolinhos de bacalhau e siri. Tudo embaladinho , geladinho e pagozinho.
Buda , nosso carregador levou os ditos isopores até nosso carro . Agradecemos com um namastê e fomos embora. Carro alugado devidamente devolvido , horário ótimo e lá vamos nós para a fila de embarque. Aí a coisa começou a pegar. Um mega grupo de asiáticos ( já repararam que eles andam em bando?) , malaios ou filipinos com suas malas enormes, estava na nossa frente na fila . Resuminho : deu a hora do embarque e nada de termos feito nosso check-in .
"A cia aérea não embarca gelo senhora". Hã ?
 E os camarões fresquinhos , os filés , lulas ???? Nada de apelos , o jeito foi derramar o gelo.
Corre ,abre , derrama , fecha ,corre de novo , apela porque ainda tem um restinho de gelo , surpevisora "abre exceção" , pega cartão de embarque , corre de novo , entra no avião e finalmente Brasília.
Na próxima "sirva" o camarão sem gelo e pergunte se a viagem será com ou sem emoção.
E sobrinha, nada de pedidos inocentes ok?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Minutin

Eu vô contá procês um segredin :
vou sumir um minutin .
Dá trabaio pro Saci
Escondê do tinhoso e usá o pirlimpimpim.
Deu cansêra nas idéia,
deu calo nos dedão,
eu vô agorinha pegá o estradão.
Me adiscurpa num avisá, mas tem hora que num dá.
Ou a gente some um cadin ou o danado sem dó demim
vai aprontá mais uma.
Vou sumir um minutin.
No giro das hora eu vorto rapidin.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Maquiagem , coloral e outras histórias

Sábado foi o Grande Dia para uma pessoa da família e euzinha fui convocada a estar no altar desempenhando o doce e suado papel de madrinha. Muito bem . Vestido alugado , acessórios escolhidos e salão marcado sigo para Goiânia . A chegada foi meio tensa , muita chuva , um certo trânsito e um apuro crescente , pois o tal salão estava marcado para às 16:00 e já eram 15 :40 ! Primeira etapa vencida : cheguei a tempo. Fiz um cadastro ,provalvelmente para futuras visitas e imediatamente já me encaminharam para lavar o cabelo . Madeixas lavadas e sensação de peão à parte sigo para a Cadeira da Val . Pelo jeito essa tal de Val tem patente alta no salão. Me senti a mais chic, afinal eu estava na cadeira da Val !!! Eis que ela aparece e para minha decepção de cronista não teve tapete vermelho nem quilos de assistentes ao redor dela. Só ela , no seu uniforme pretinho básico , com cabelos presos a la "não aguento esse calor" e um sorrisão estampado no rosto. Como não sou madrinha de primeira viagem já fui logo pegando uma dessas revistas de penteados que enganam bem a gente. Porque que nas revistas eles ficam impecáveis ? Enfim . Comecei a folhear a dita cuja a procura de coques meis estilosos , já que um vestido longo aceita muito bem os tais . Olha daqui , olha dali e nada até que Val "aparece" com sua opinião direta : "esse aqui fica bom. A gente deixa desfiado , mais soltinho e com ar mais moderno". Topei na hora , já que assumi que rugas e certas marcas faciais podem ser "escondidas" nestes truques estéticos ( só se for da gente mesma porque está na cara a tatuagem dos anos). Muito bem , vamos em frente . Armada de secador e pente ela começa seu ofício . Sabe o que elas fazem com naturalidade ? Falar com você enquanto secam seu cabelo !!! "O que ?" "Não entendi o que você disse !"" Ãhn ? Ah , tá. " Até que desisto de entender e apenas retribuo com aquele sorriso de paisagem. Ela deve ter pensado : "nossa que cliente simpática!" Detalhe : não entendi patavina do que ela disse . Seguindo na arte de secar e conversar ela desliga sua "arma" e diz que vai me deixar pronta para maquiar e que só depois de feita a maquiagem é que ela vai finalizar o penteado. Agora com pentes , grampos , "piranhas" e muito jeito ela puxa daqui , separa dali , escova para lá e tcham , tcham , tcham ! Eis-me com os cabelos enrolados , uma redinha para firmar e dois macinhos de algodão. Um em cada orelha porque ainda tem mais uma etapa : o secador!!!! Ahhhhhh , quase gritei quando vi que aquele monstro do calor ia me atazanar por longos 25 minutos!!!! Sem argumentos fortes o bastante me rendi ao dito cujo e como presa que vai para o abate sentei na cadeira e "paguei" meu castigo.
Ufa ! Sobrevivi.
Val já havia me orientado seguir direto para a maquiagem . Aí é que vem o engraçado da história : fila de espera !!! Saca maquiagem em série ? Pois foi o que vivi nestes minutos de espera. Meus amores , éramos pelo menos umas cinco esperando a vez.Sendo que as quatro maquiadoras estavam ocupadas . Saquei a do salão : cabelo em série , maquiagem em série , manicures idem e quilos de noivas. Ah , a indústria da beleza !
Eu estava " de próxima" na maquiagem , portanto esperei pouco . Me sentei na cadeira da Camila , gente só tem gente importante aqui ! " Oi , tudo bem ? Como é seu nome ? Oi Camila , me chamo Adriana ". Novamente consultei uma revista mais folheada que tudo. Achei um vestido cujo as cores eram parecidas com as do que eu aluguei. Imediatamente mostrei a Camila e ela sacou as cores que usaria. Meio caminho andado. Mais uma confissão : acho relaxante ficar ali recostada enquanto alguém estampa na minha cara sua obra de arte. Pó para cá , esponjinha pa lá , esfrega , esfrega , esfrega , disfarça , disfarça , disfarça e lá estou eu , ou melhor , outra eu . Nossa ! Ficou muito legal e bonito ! Enquanto estou no meu momento relax/maquiagem uma das que ainda esperam sua vez diz que para diabete açafrão é muito bom. Alguém pergunta o que ela disse e ela responde : açafrão . " Ah , aquele amarelo ? Sim . Mas como é que chama o outro ? Coloral . Não , não é esse que se toma é o açafrão" . Comecei a rir e a me deliciar com este universo puramente feminino. Quem já fez maquiagem e trocou receita para diabetes com todas opinando no que é melhor você fazer ??? Nós e nossa pluralidade cúmplice !
Volto para a cadeira da Val e ela recomeça o que , espero , vire um coque estiloso. Ela rapidamente tira a redinha , os macinhos de algodão , os grampos e dá uma massageada nos cachos. Vocês já viram algo entre a Medusa e o monstro de Lockness ? Pois foi isso que se apresentou no espelho . Pavor total . Cheguei a duvidar que dali sairia um penteado , ou , algo próximo disso . Seja o que Deus quiser !
Outra sacada : elas não tem dó nenhuma de seu cabelo. Se é para desfiar , puxar , esticar , enrolar... é com elas mesmo . Ai meu cabelinho !!!
Afofadas à parte e devidamente enroladas atrás da cabeça , minhas madeixas finalmente viraram o tal coque estiloso .
Saí do salão com pressa , feliz e seguramente mais pesada : quilos de pó na cara e zilhões de grampos na cabeça , mas esta é outra história.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cenas que jogam

Dias desses fui ao Jogo de Cena. Para quem não conhece este "evento" é uma espécie de vitrine da cena cultural da cidade. Existe , ou , persiste há pelo menos 24 anos . Há 24 anos eu tinha 21 lindos anos, há 24 anos eu tinha cabelos que dançavam nas Feiras de Música e nos Jogos de Cena. Era o então Teatro Galpão , hoje espaço Renato Russo. Nos idos de 85 a cena cultural da cidade fervia e clamava por espaço e eis que das idéias borbulhantes de um grupo de produtores , atores e etc nasceu este que mensalmente , hoje , trás aos palcos a mesma efervescência cultural , mais moderninha , mas ainda irreverente e de braços abertos como antes. Naquele tempo Plebe Rude , Capital Inicial , Legião Urbana , Capacetes do Céu , entre outros ,ainda plantavam suas sementes. Brasília começava a despontar no cenário cultural do país e nós , cabeludos e cabeludas de então éramos figurinhas carimbadas na platéia. Por falar em platéia não posso deixar de mencionar o projeto que , a meu ver , é insuperável : Cabeças ! Muitas foram as tardes no parque da cidade !!!! Lá sim os cabelos voavam livres , pois ficávamos ao ar livre , bebendo cultura , beleza e muito por de sol.
Porque resolvi falar disso ? Não sei , bateu vontade . Talvez uma vontade grande , dessas que não cabem na mão , de homenagear a criatividade , a vontade , a arte , a cor e a irreverência da vida.
Arte de viver.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Clarice


Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Flores


Sábado passado dia 14/11/2009 tive a grata oportunidade de passear em um jardim de muitas flores. Eram tantas e tão coloridas que não me cansava de admirá-las. Cada uma com uma história linda , com um colorido bem próprio e com uma luz estonteante. Todas as flores vestiam vestidos. Todas as flores vestiam cores , todas as flores dançaram ao vento , todas as flores eram flores !
Embevecida por tanta beleza quase não percebi que eu também era uma flor daquele jardim ! Dancei , colori e sorri.
Me descobri flor. Na minha delicadeza e na minha beleza vou trilhar meu caminho. Vou enfeitar muitos jardins . Vou partilhar essa delícia que é ser MULHER !!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Elegância

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO...



"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza.
Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-lo."

Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês e deficiente físico, Henri TOULOUSE LAUTREC (1864-1901).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Parabéns para mim


Um ano e quase 1 mês de blog...
É isso aí minha gente. O tempo passa , sempre passará.
Passarinho , passarei.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sabor de conquista


É assim que estou me sentindo : vitoriosa.
A gente tem filhos , chora por eles , com eles , por causa deles, chora. A gente ri deles , com eles , para eles. Ri. Os anos vão se revezando no tempo e a gente vai revezando as "preocupações". Das mais simples as nem tão simples , afinal somos bobas mesmo. No entra e sai dos anos e preocupações as conquistas ganham espaço especial , pois TUDO é conquista. Do caminhar sozinho ao dente definitivo , do dar a mão para atravessar a rua ao ganhar a cidade de bicicleta , do bê - a - bá na escolinha às redações no vestibular e por aí vai.
Hoje , dia 11/11/2009 ganhamos uma universitária ! Ganhamos mais sabor , mais confiança , mais certeza de que tudo vale à pena , não pelo fato de agora termos uma universitária em casa , mas pelo fato de termos cumprido uma tarefa, talvez a mais sublime : deixar para o mundo um ser-humano que caminha com as próprias pernas , que está na sua busca pessoal , que está , cada vez mais , florescendo para a vida !
Que assim seja.
Amém.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Silêncio , o dia chegou


A casa acordou.
Por ordem de saída um a um seguiu para o dia.
Lá fora a passarada avisa que o sol já se precipita no horizonte.
As preguiças , aninhadas nos lençóis quentes, reclamam.
Abro a janela e encontro muitas nuvens. É como se elas não quisessem que o calor e a luz do astro - rei nos brindasse no dia de hoje e com isso inibissímos nosso movimento de seguir.
Aqui , agora, há o vazio do silêncio , há o espaço descomunal que os pares deixaram.
O relógio badala sete vezes . Hora de me despedir dos lençóis e seguir para o dia.
Como um ritual religioso espreguiço a casa de minha alma , visito o banheiro , troco as vestes noturnas e sigo para a cozinha. Algo leve é escolhido .
Ouço mais uma vez a passarada. Parece que estão numa discussão sem fim sobre o tempo.
As cadelas , no papel de guardiãs , latem raivosas para um visitante da mesma espécie.
É , a manhã chegou. Trouxe com ela mais um dia , mais uma etapa , mais um passo. Mais uma repetida e intencionada caminhada para frente.
Daqui a pouco seguirei para meu dia lá fora. Levarei comigo o silêncio , o espaço , a intenção de olhar para o Alto e reverberar gratidão.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Adoles Ser

Lá pelas tantas da quinta - feira (ontem) ,minha dupla de filhos chegou em casa. Na verdade não eram nem 23 horas , mas para mim que durmo e acordo com as galinhas 23:00 de uma quinta-feira é "lá pelas tantas". Ineditamente eu os esperava , já que o sono não se manifestou , até porque eu precisava daquela ducha amiga , já que fiquei "sofrendo" na academia até quase 8 da noite. Sem banho e sem sono minha porção mãe-que-espera-filho-chegar-de-noite estava ligada. Assim que chegaram e após os respectivos beijinhos de "oi mãe , tudo bem ?" começamos a falar dos acontecidos do dia . Feira de ciências de um , esquecimento de horário da outra , jogo de basquete que vale vaga na semi-final , lanche na casa do namorildo...enfim.
Enquanto a porção mãe-que-espera-filho-chegar-de-noite começa a se render ao sono , a porção mãe-que-espera-o-filho-comer é convocada. "Ai minha santa, já são 11 da noite!". Ok , resolvi esperar o faminto-devorador de enroladinhos saciar a Selma. Para quem não sabe Selma é aquela solitária gigante que habita TODOS os adolescentes. Ô moçada chegada numa mastigação !!! Selma acalmada seguimos para os respectivos banheiros , porém antes que eu conseguisse entrar no chuveiro lá vem o pedido fatal : " mãe , vem cá , deixa eu te mostrar um coisa." Convoco a santa de novo e entro no banheiro do mais novo. "O que foi meu filho?" "Entra aqui","O que você quer?" ( a impaciência já dava o ar da graça). Resumo : ele queria me mostrar as técnicas de como matar pernilongos que ele desenvolveu !!!! Santo Deus , já passava das 23 e eu , ele e trocentas muriçocas dentro do banheiro dele participando de uma espécie de circo de horrores !!!! Elas sendo perseguidas e nós ouvindo aquele barulhinho enlouquecedor !!!! Assisti às demosntrações e fiz apenas um pedido : "não bata no espelho que pode quebrar ". Saio do banheiro sem antes ter me rendido a vontade incontrolável de eliminar algumas delas (ô bichinho insupotável ! ) Me perdoem Budas e Bodhisatvas , mas é difícil a tal da muriçoca. Após algumas baixas do inimigo "fujo" para meu chuveiro e caio nas delícias do merecido banho. Corpinho limpinho , pijaminha vestido , agora é hora de me refestelar na cama . Ahhhhh... segundo pedido fatal : "mãe posso dormir com você ?". "Pode meu filho". Acho que temos a síndrome do porco que dorme amontoado , porque não demorou muito a mais velha também se achega para dormir junto. Final da história: nós três dividindo espaço no colchão , o quarto com as muriçocas e o coração nessa delícia que é ter essa moçada junto da gente !

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Surpresa!

Olá espaço vazio , tudo bem por aqui?
Qual não é minha surpresa ao entrar agorinha no blog e ver que tenho agora 9 seguidores!!!!! Que delíciaaaaaa. Gente , vamos admitir que os outros 7 são da família , mas 2 eu não conheço!!! Padma e Célio , bem-vindos a este modestíssimo blog , quase insignificante eu diria. Andei brincando de escrever crônicas , mas não sou aquela pessoa mais persistente do mundo. Dei umas "escrivinhadas" e só. Ainda apanho e muito desta tecnologia interativa...
Hoje fiquei na mão por conta da queda de energia. Vupt! De repente me vi no vácuo , literalmente. Estava no auge de uma troca de idéias com uma amiga e ambas caímos no abismo da falta de luz. Desagradável a tal interrupção , mas...fazer o que senão conjugar o verbo esperar?
Bom...
Hoje está um daqueles dias modorrentos , chove e pára , quente e mais quente , luz que vem e vai , moscas com preguiça de voar.
Como nada mais criativo chega a esta cabecinha, ficam aqui as boas-vindas.
Ah , Elena, seja bem-vinda também !!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pensar no agir

Imersa na minha vontade de agir acabei me paralisando...
Não sei por onde começar ou o que começar.
O que sei é quero ajudar.
Onde ?
Como ?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Família de mim


Andei nas terras de meus antepassados , voltei anos , voltei séculos. Fui aos montes de minha história , desci aos vales de meus caminhos . Encontrei tantas gentes que mal pude saber os nomes e os rostos , só as soube.
Nas passadas largas que dei no caminho pude visitar casebres , castelos e estalagens. Em minha memória ficaram muitas cenas , muitas fotos que lente de nenhum fotógrafo há de captar. Nas entranhas de meu coração encontrei mais sentido nos , agora , desmascarados de minha infância.Os vi como são , como eram e não sabíamos. Me senti autorizada a viver mais leve , livre , solta de meus enganos. Muitas crenças poluíam minhas relações familiais , muita poeira escondia as imperfeições dos móveis de então , das salas e das coxias. Sinto que cada vez mais me possuo de mim mesma , me permito as luzes da ribalta , assumo meu próprio espetáculo , meu palco. Delícia !
Das tolices infantis de outrora trago apenas a ingenuidade misturada com a pureza , ambas embaladas pelas graças do perdão. Tias , primos , tios , avôs e bisas. Sinhás , senhores , bobos da corte , cortesãs. Nada escapa da troca de pele. O mundo dá voltas.Esta é uma verdade irrefutável. Coroei com novos ares , pares , lares meu término nessa pequena/grande aventura. Não sou o que achava que era , o que acho que sou e o que acho que serei. Ninguém é. O vazio absoluto é a ave que plana certeira nos céus das terras de Eu.
Adriana Dornellas Coelho Duarte de Oliveira considere-se livre !!!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Brasil de sotaques


Hoje enquanto eu seguia rumo a escola de meu filho ouvi em uma das rádios de notícias, repórteres de várias cidades tranzendo as manchetes daquele instante. Das Minas à Bahia , do Rio Grande à Amazônia , do Mato Grosso a São Paulo das minhas gentes aos nossos sotaques. " Em Salvador céu claro , temperatura de 28 graus...na capital mineira fazzzzzzz sol... Em Porto Alegre o dia amanheceu ensolarado , mâs a temperatura não sobe... no Récife o céu "istá" claro e a temperatura gira em torno "dus" 30 grauuuus... Manaus amanhece nublado...
Assim a roda do tempo girou pelo continente chamado Brasil. Sól , chuva , verrrrrde , suispiro , bah , onqeutô, poondeqeuvô , friozin , chimarrãozinho e a delícia das diferenças perpassando tudo isso.
Dirigindo e me deliciando percebi que sou de uma terra sem sotaques , me arrisco a dizer sem identidade. Porém , no mesmo instante percebo que essa "falta" de referências faz daqui , desse pedaço de cerrado um grande coração aberto , que traga e traduz meus , nossos Brasis !

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Borboletas e tempestades

Olhando agora para o horizonte percebo em mim aquela esperança de que a chuva chegue logo antes que viremos seres secos e sejamos vendidos nas feiras e mercados como alimentos orgânicos... que calor é esse ????
Na procura por uma brisa fresca abro as janelas do consultório. A tal brisa até que se manifesta , mas o barulho ensurdecedor das cortinas "brigando" com o vento não dá. O que fazer ? Assar fechada no meu 2 x 2 ou deixar a sinfonia histérica das cortinas reverberarem literalmente ao sabor do vento ?
Meu Deus!
Lá vem a chuva e sinto que vai chegar logo. O ares estão dizendo isso. Ai como é bom ter esperança , ou , se enganar nela ! Enfim.
As altas temperaturas do cerrado são apenas uma parcela da desorganizada realidade ambiental que o ser-humano insiste em interferir de forma avassaladora como se não fosse acontecer nada. Será que o bater de asas de uma borboleta nas terras de cá interfere mesmo nas neves da Antártida? Sem dúvida.Ou você acha que norte e sul estão separados quando uma alteração climática na Amazônia trás tempestades e destruição ao sul ? Zonas de convergência meu caro. Minha convergência de forma errada interfere diretamente no seu caminho. Convergir , ato ou efeito de se virar para o interior, redirecionar ao mesmo ponto . Que tal se todos nós nos convergissemos efetivamente em prol de nossa existência neste planetinha azul ?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Revistas e 1001 utilidades

12:15 , calor de 60 graus , movimento levando a vida lá fora. Estou dedilhando num teclado para lá de popular : estou em uma banca bombril ! Entre jornais , revistas , revistinhas , livros , picolés , lanches , xerox e etc , há ainda espaço para 6 pcs! Motivo de minha parada por aqui ? Espera meus amores , espera . Moro em uma cidade que ao ser construída deletaram o fato de que pessoas morariam nela e teriam necessidades básicas , como transporte público por exemplo , a serem atendidas. Como hoje estou a pé e moro beeeem longe ( sim, aqui TUDO é longe), estou internéticamente esperando minha filha sair da aula para pegar carona com ela. Os plec-plecs dos outros teclados denunciam que outros a pé , como eu , estão por vários motivos , mandando seus alôs para a rede. Manja aquela posição horrível que ficamos quando o teclado está muito mais embaixo que nós , a tela idem e o mouse alto ? Minhas costas já estão gritando !!!! Enfim.
Ouço agora a voz do DF TV , esqueci que na banca bombril tb tem TV!!! Fora o som ambiente e o vai e vem da clientela. "Tem cartão Vivo ? " , " Vc tem o próximo livro da Nora não sei das quantas ?" , " Quanto é para imprimir?"
Aos berros minhas costas clamam por trégua. " Você pode me ajudar ?", " Hoje veio com frango , muita gente não come por causa do cheiro" , " Há quanto tempo você está aqui?" , " Há 25 anos está na família"...
Um ventilador tenta ,praticamente em vão, refrescar o ambiente. Coitado , que luta inglória . Ela balança mais que refresca. Mais DFTV : delegacia , trânsito , água , chuva que não vem... ai minhas costas.
Ok, me rendo .
Lá vou eu para a vida com seu calor e interminável espera.Agora mais curta, pois a aula já está no finalzinho.
Salto do banco/escada e me dirijo ao caixa-dono-conselheiro-amigo-comerciante para pagar o que consumi.
Neste caso 2 picolés e alguns minutos de rede. Ele solta a dolorosa : R$ 6,30. Caramba , nunca paguei tanto para fazer minhas costas gritarem !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cabelo e pão de queijo

Dias atrás me vi , mais uma vez , refém do tal relógio. Como boa "atleta" fiz minha aula de natação sem preguiça.Saí no horário e fui tomar um banho tira-cloro, pois tinha outro compromisso em seguida. Com uma rapidez disfarçada de eficiência tomei meu banho em cronometrados 5 minutos , me vesti em outros cronometrados 5 minutos e como a soma já havia chegado nos 10 tive que sair literalmente descabelada. Imagina aquela situação em que você sai cheirosa , roupinha nos trinques , brinquinho , anelzinho, perfuminho e um monte de nozinho nos cabelos ? Pois foi assim mesmo que corri para o carro e em seguida para meu compromisso. Detalhe : tive que abastecer o carro. Aí vem outra ceninha : entro no posto , páro o carro na bomba de gasolina e um simpático e prestativo frentista chega e dá aquele "bom dia , em que posso ajudá-la ?" Quando o pobre viu minha cabeleira deve ter pensado 1014 coisas , fora aquela sutil olhadela de estranheza. O fato é que não me fiz de rogada. Com nós e despenteios respondi :
" completa com a comum por favor".
"Pois não".
Aproveitei os minutinhos de abastecimento automotivo e resolvi "dar um tapa no visual".
Saquei minha fiel companheira de bolsa : minha escovinha de cabelo azul da cor do céu e comecei meu ofício de mulher-que-cumpre-agenda-pontualmente. Joguei minhas madeixas para frente e comecei a luta contra os nós . Estava lá distraidamente quando o simpático mocinho volta e pergunta alguma coisa que não entendi. Me viro para ele com os cabelos na cara estilo monstro de Lockness e pergunto :
"Hã?"
 Ele pacientemente repete ao mesmo tempo que afasto com a mão o pelo de minha cara para que eu e ele nos vejamos melhor. Agradeci dizendo um "não, obrigada". O lanche do carro chega ao final e minha "luta" contra os nós também. Antes de pagar e terminar com a escovação pergunto ao frentista se ali vende pão de queijo , pois meu estômago resolveu se manifestar roncando bravamente. Tradução: fome. O mocinho acha que não , porém indica uma vendinha  pertinho do posto de saúde. Entre quilos de fios presos à escova e o cartão para pagar saio do carro e dou prioridade ao pagamento. Com cabelos penteados , gasolina paga sigo até a vendinha . Se tivesse um diminutivo para vendinha qual seria ? Gente , a tal vendinha era uma vendinhazinhazinha. Tipo 1 x 1. Ainda na pressa estaciono o carro no acostamento e lasco um grito de 800 decibéis: " tem pão de queijo ainda ?" ," Que ?" "Tem pão de queijo ainda ? ," Tem " ," Me vê dois" ," Só tem um ". "Então me vê ele. ", "Tem biscoito de queijo tb. " , " Me vê os dois". Lanche pago , cabelo penteado e carro alimentado. Lá vou eu para meu segundo tempo da manhã...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Lembretes...


ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS.....


"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeiroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré..
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26.. Encare cada "chamado desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escoha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem
37. Seus filhos só têm uma infância
38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares
40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Preguiiiiiça

Lá vem ele : o dia. Em meio aos lençóis novos ( fibra de algodão puro = a maciez garantida ), ventinho suave do ventilador estrategicamente posicionado , escurinho estilo útero no quarto e um silêncio sedutor , me debato com a inevitável HORA DE LEVANTAR.
Sabe aquele esforço titânico , aquela quase descrença que a tal hora chegou ? Pois é. Ela chegou e vem com força total. Horários , agendas , compromissos , mais horários, mais compromissos, mais , mais, mais , ahhhhhhhhhh...
Que venham os dias e suas agendas ! Acabo de me declarar o direito de ter PREGUIÇA ! Ela por muitas vezes tem proporções estratoféricas , absurdamente inalcansáveis , então porque lutar contra ? Ceda , deixe-se levar pelo embalo do ficar imóvel , sem coragem, apenas respirando porque senão você morre.
A pobre da preguiça é mal compreendida , muitos dizem que ela é um atraso , que não leva a lugar nenhum, etc , etc , etc. Aí é que está ! É exatamente para não irmos a lugar nenhum que a preguiça aparece ! Não vá a lugar nenhum, fique bem quietinho onde você está. Experimente essa imobilidade criativa , sim , criativa. Afinal a tal criatividade vem da mente e não do corpo. Pode-se criar deitado, numa rede , no escurinho do quarto ou ainda deliciosamente sentado numa cadeira vendo a vida passar. A vida em provérbios, prosas e conversas. A vida tão rica , tão vasta , tão bela e cheia de ...
Preguiça!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dia P

Ninguém muda ninguém;

ninguém muda sozinho;

nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.

É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros,desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio e as pedras que estão em sua foz ? As pedras na nascente são toscas ,pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras,ao longo de muitos anos,elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.Sem eles, a vida seria monótona, árida.A observação mais importante é constatarque não existem sentimentos, bons ou ruins,sem a existência do outro, sem o seu contato.Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.Quando olho para trás,vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas,me permitiram ir dando forma ao que sou,eliminando arestas,transformando-me em alguém melhor,mais suave, mais harmônico, mais integrado.Outras, sem dúvidas,com suas ações e palavras me criaram novas arestas,que precisaram ser desbastadas

Faz parte...Reveses momentâneos servem para o crescimento.A isso chamamos experiência.Penso que existe algo mais profundo,ainda nessa análise.Começamos a jornada da vida como grandes pedras cheia de excessos.

Os seres de grande valor,percebem que ao final da vida foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas se aproximando cada vez mais de sua essência,e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,dada a compreensão da existência e importância do outro,e principalmente da grandeza de Deus,é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem fortee muito parecido com o diamante bruto,constituído de muitos elementos,mas essencialmente de amor.Deus deu a cada um de nós essa capacidade,a de amar...Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago,temos que nos permitir,através dos relacionamentos,ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo,de fazê-lo brilhar
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.Não entendia que ferir e ser ferido,ter e provocar raiva,ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.Ora, esse sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.

E sem ele a vida não tem significado.



Com este texto escrito por Roberto deixo aqui minha singela homenagem a todos nós que escolhemos como profissão o ATRITAR-SE , conosco mesmos e com todos que nos rodeiam.
Namastê!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Hip , hip , urra!!!



Uebaaaaaaaaaaa, mais um selo e super indicado!!! Mais uma vez Ana Maria Araújo www.blogdapaki.blogspot.com - Encontros com Mestres Notáveis - me presenteia com esta delicadeza.

As magias acontecem nos cantos, nos ranchos , nas dobras e nas linhas da vida.

Três blogs imperdíveis : www.contoscantoseencantos.blogspot.com , da companheira de letras e de grandes encontros , Alessandra Roscoe; www.pemalodro.blogspot.com - A Inteligência do Lótus - de Pema Lodron e www.blogdapaki.blogspot.com - Encontros com Mestres Notáveis da madrinha de selos e companheira de buscas Ana Maria Araújo.

É isso aí.

Eu " tô" feliz!!!!!

Nessa teia infológica vou tecendo meus fios de letras e estrelas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O pó da normalidade

Existem algumas perguntas que são fatais. " O seu dia está tranquilo hoje ?" Isso já entrega que um pedido virá em seguida. Puf ! O tiro foi certeiro. "Você pode levar meu carro para fazer a vistoria ?" Resposta fatídica : "posso". Trocam-se as chaves e as tralhas, ambos as carregamos em nossos meios de transporte de cidade espalhada e sem maiores lógicas no transporte público : nossos carros.Só não trocamos os documentos porque os do carro dele foram levados ontem junto com a mochila, raquetes, presentes e roupas. Furto. Esse foi o acontecido de ontem. Arrombaram a porta do carro e fizeram a festa. E que festa ! Até presente tinha! Engolida a péssima sensação de invasão o que resta é tomar providências burocráticas. Fazer um B.O e a tal vistoria . Lá fui eu no início da tarde para o centro de polícia especializada. Para minha gratíssima surpresa e alívio colgate , estava vazio e fui prontamente atendida. Papel vai , papel vem e chega minha vez. Um primo que no momento tem função importante no órgão aparece e entre alguns copos de água proseamos um tiquinho. O homem é importante lá dentro porque é um tal de doutor para cá , doutor para lá que me restou ficar ali espalhando sorrisos simpáticos de quem denuncia que é um ET na área. Alguns minutinhos de enrolação passam e nos dirigimos à área de trabalho. Mais papo , técnicos diga-se de passagem : " você é que vai ver a ocorrência? Tem cadáver?" , " Hoje estou de MV " ( morte violenta) , " você é que vai ser o monitor do curso de tiro ok?" , " quantas vítimas no assalto?" , " mataram o JC porque confundiram ele com terrorista" , e assim, em meio aos tais termos técnicos conjugo o verbo esperar com um detalhe : de orelhas em pé! MV , cadáver , tiro , assalto. Coisinhas corriqueiras para a nação policial . Não posso negar que tive uma tarde bem diferente das usuais e que foi divertido. Será que a noção de diversão engloba conversas desse porte ? Para quem anda vendo tudo com olhos de cronista...
O policial encarregado de colher digitais passa um pózinho estilo grafite por toda a porta que foi vítima do gatuno , assim como no porta- malas. Munido de pincelzinho , potinho e paciência ele vai aqui e ali espalhando o tal produto. Uma hora depois fui liberada. Ah , sem antes ter ouvido mais umas historinhas técnicas : furto em residência , investigação de assassinato , punição de menor infrator..."Agora a senhora pode lavar o carro". Que alívio ! O tal pozinho suja igual fuligem.
Saio dali achando graça pela tarde diferente , mas refletindo na "normalidade" destas ocorrências. Nesse país continente furto , assalto , assassinato , falcatrua , desrespeito e cia são coisas comuns , naturais até.
Agora estou em casa e eles lá fora com seus pozinhos e chaves-de cabra.
Qual será o significado da palavra normal?
Não me arrisco a responder.O que sei é que pegar o que não é meu transcende noções de propriedade. É questão de consciência e responsabilidade.

Eco-Lógica.

Hoje após meu momento atleta e uma breve passada em casa , segui felizinha da silva para cumprir uma das trocentas funções da mulher moderna. Compras no supermercado. Cá para nós : não precisa ser mulher moderna para ir ao supermercado.Enfim.
Sacolinha verde = eco-bag , eco-postura , ecologia , etc. Economia , ecografia , eco-chato... eco. Pelo jeito esse prefixo está na moda.
Na plenitude da função dona-de casa-que-faz-compras-para-o-almoço , ao sair do mercado uma eco-correta senhora de meia idade pede a Charles, meu fiel ajudante , que levasse o carrinho dela de volta ao mercado junto com as sacolinhas de plástico , pois , segundo ela , não precisaria das tais porque estava com as eco-sacolas no carro. Detalhe : ela falou isso no exato momento que eu e Charles estávamos depositando nossas incorretas e nada ecológicas sacolinhas de plástico no porta-malas de meu carro. Eu fiquei ali com cara de tacho sentindo na costela a espetada de D. Maria sei lá das quantas . Ecologias à parte pensei imediatamante nas lixeirinhas de minha casa . O que fazer com as tais ameaças disfarçadas de sacolinhas senão uso duplo ? Num momento sacolas para carregar compras e no seguinte para carregar lixo. Isso é mágico gente !Essa transformação é ecologicamente correta. Afinal fazendo isso não compro outros plásticos para servirem de lixo. É uma matemática básica e simples , talvez não seja a melhor , mas o que fazer com nossos consumos diários depois de efetivados ? Lixo.
Ainda sentindo a espetada pensei nas eco-sacolas que tenho em casa . Paciência , as esqueci em algum buraco negro doméstico . Sim , eles existem. Tragam de um tudo : fotos 3x4 que você vai precisar amanhã , clipes , sutiãs que você quer usar naquela hora , cuecas , meias , fronhas , tesourinha de unha , lixas e por aí vai. Fora aquelas coisas que temos certeza que estão guardadas em tal armário . Ao abrir a porta nossos olhos escorregam no vazio absoluto.Frustração. É isso que sentimos.
Entre os buracos negros e eco-sacolinhas continuo fazendo compras , produzindo lixo e ouvindo o jornal que cumpre sua eco-função : derramar lixo nos nossos ouvidos.
Eco!!!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

Peão cultural

Hoje à tarde acabei ficando sem rumo depois de uma série de desencontros.Entre a espera sem fim pelo J( que chegou lá pelas tantas) e o final da tarde, vivi a irritação em conjugar o verbo esperar e o prazer de encher a pança com um belo arroz com feijão requentado às 4 da tarde (eu e eu), o cansaço pela noite curta e uma voltinha de carro estilo prêmio de consolação. Fora as tentativas vãs de falar com alguém . Um não atendeu, o outro estava num show de rock, a outra ralando na produção de óperas populares e euzinha aqui no meu momento barata tonta. Ah, sem falar na tentativa de almoçar com uma das comadres antes desse efeito cascata de furadas. Essa aí estava fugindo de encontrinhos sociais após um mês de visitas sem fim na sua casa. Compreensível.Aliás, bem compreensível. Tem gente que vai ficando, ficando, ficando...zzzzzzzzzzzzzzzzz. Afe!

Essa história de ser barata tonta por uma tarde não foi de todo ruim. Rodei, rodei, rodei e eis que fui atraída para um lugarzinho bem especial por vários aspectos : Ermida Dom Bosco. Aquele lugar me faz lembrar das inúmeras tardes no Parque da Cidade curtindo toda a candanguice do projeto Cabeças.Quanta juventude nas tranças soltas, na mistura musical, nas descobertas culturais! Saudades. A Ermida me remete a estes tempos de " eu tinha apenas 17 no dia em que saí de casa...e não fazem mais de 4 semanas que estou na estrada." Entre as delícias dos 17 e as delícias dos 40 fico com a segunda opção. Simples. Eu "tô" podendo!!!! Sentiu a fêmea que "tá" no salto ? Segura essa meu chapa!

No meio dessas caraminholas literárias me anestesio para não ficar tão frustrada com as tais furadas . Afinal, no finzinho da tarde fui beber a vida!

Segura 4, segura 3, segura 2...morri.

Acordei hoje com aquela disposição que só aparece uma vez por ano quando bate aquela "rê-bordosa"do sedentarismo . Coloquei a roupinha típica: calça de malha, top, camisetinha, tênis , rabinho de cavalo e lá fui eu com meus 43 para a academia malhar.Puxar ferro.
Para minha surpresa a academia estava vazia, o que por um lado é bom porque não tive que ficar disputando o aparelho com outro "atleta". Peguei minha ficha e fui fazer o alongamento, coisa prudente para que o que já está duro não piore e o que ainda resiste ao tempo ajude na hora H. Alongada, gostosinha e feliz fui para o primeiro aparelho, "leg press", ok, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, ok, mas na hora do abdominal...gritei, chamei por eles, clamei por ajuda mas eles, os músculos, simplesmente não deram as caras! Que vergonha! Fiz aquela meia dúzia que paraceram mil dúzias porque quase não consegui levantar do colchonete. Como aluna aplicada fui fazer o alongamento pós-circuito. Quando já ia me deitar no chão para fazer aquela série que mais parece uma tortura o instrutor solta a frase fatídica: " vai ter aula de alongamento agora.Essa aula é boa!". Na melhor das intenções corporais e inocentemente entrei para fazer a tal aula às 09:05 da manhã. Munida de colchonete e orgulho, me deitei e esperei até que o professor chegasse.Quando ouço:"Que turma linda!", percebi que não ia ser uma aula tão básica assim ( confesso que pensei na roubada disfarçada de cuidados com a saúde que entrei).Manja aquele sorriso Bond Boca, aquela disposição de quem dá aula dormindo e aquela resistência de dar inveja ao Rambo? Pois é. Que fria! Como dizem que quem está na chuva é para se molhar... o fato é que às 09:50 ele ainda não tinha acabado a aula e não dava sinais que terminaria tão cedo , pois minha leiguice sabe que há uma ordem corporal para ser seguida e ele ainda estava no quadril!!!!"Segura 4, 3, 2.................relaxou. Não relaxei, desmontei.Minha boa intenção e disposição foram embora comigo antes das 10. Tudo gritava em mim: bunda, coxas, braços, cabeça.Se eu insistisse ia rolar uma greve muscular.Portanto, não quis arriscar. Ainda preciso dessa moçada funcionando muito bem em mim.
Eu e meus 43 seguramos 4, 3 ,2 e morremos.
Ou quase.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

As damas no vermelho

Nos últmos dois dias quem se liga naquela coisa retangular que hipnotiza, entenda-se TV, percebeu que as damas que não querem usar o vermelho estão numa troca de sutilezas paquidérmicas de causar arrepios. Ditas as duas maiores emissoras de imagens do Brasil ( sim de imagens, porque o que falta definitivamente é conteúdo), Globo e Record escancararam sua paixão mútua por audiência a qualquer custo.

"-Espelho, espelho meu, existe no Brasil alguém mais poderosa do que eu?

Sim, a Record."

Pronto.Foi-se embora o companheiro de Narciso, mesmo que este tenha se visto na superfície de um lago, foi o espelho que ganhou mundos com a mal-fadada fama de refletir mentiras.

De tão viciado vivia no automático e numa tentativa vã de se libertar arriscou a vida falando o que não devia. É isso que acontece com quem fala o que quer: vira pó no picadeiro do grande circo midiático.

Confesso que não sei mais o que significa a palavra mentira, assim como a palavra verdade. Seus significados se tornaram tão vazios e desprovidos de qualquer crédito que no ringue das notícias o máximo que fazemos é girar nossos pescocinhos de cá para lá sem nos importarmos com quem está falando o que. Assistimos mecanicamente essa luta despropositada como se não tivéssemos nada melhor para fazer. Será que temos?

Considerações à parte parafreseio Lord Bacon com sua magnificência : " antes um Lord do que um porco de chiqueiro."

Quem foi Lord Bacon ? Não tenho a menor idéia. Mas esse negócio de nascer lá nos rincões de lugar nenhum, passar anos na engorda, confinado, para virar bacon na frigideira ? " Não. Sou mais ser Lord . Posso frequentar os melhores salões, as mais altas esferas do poder, me relacionar com as figuras mais estranhas desta fauna, passar a sacolinha".

Assim as linhas tênues de lama e vergonha são maquiadas e bem vestidas nos colarinhos brancos dos bailes da vida.

Como eu não gosto de bacon e muito menos tive espelhos viciados continuo por aqui me deliciando com a irrealidade absurda dos dramalhões televisivos que invariavelmente resvalam nessa realidade de cá.Ou melhor, se espelham.

Se espelham?

Espelho, espelho meu...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A barca de abóboras




Segunda-feira, mormaço ardendo lá fora. Sons cotidianos se misturam na costumeira rotina .Há uma obviedade nas coisas que me surpreendo com uma formiga passeando em plena 04 horas da tarde! Isso é hora para formiga passear? Passear talvez não seja bem a ação correta.Acho mesmo que ela está trabalhando. Figurinha incansável ! Suspiro.
"Olá, como é seu nome?
Fumiga.

Ah! E você, qual é o seu nome?
Ota.
Ota?

Ota fumiga."

Lembro de Gabi contando esta piadinha e dando aquela risada gostosa dela. Já fazem 4 anos que ela atravessou para a terceira margem... Ai, ai.

Gabi era dessas incansáveis. Parecia uma formiguinha.Talvez por isso tenha gostado tanto da piadinha acima. Identificação.
Baixinha, estilo "mingon", cabelos prateados, olhos grandes e um coração que nem sei o tamanho.
Dizem que as mães dos maridos e ou companheiros, namorados e etc são chamadas de sogra.Sei não. O que encontrei foi uma segunda mãe, uma amiga, uma bruxa da melhor estirpe! Dessas que sabe receitar poções para tudo: piolho , chulé , dor de cotovelo ,berne , tristeza , gordura, frustração , pobreza , cabelo oleoso , horta , requeijão e o melhor biscoito de queijo da redondeza!
Gabi era dessas figuras que aqueciam o ambiente, que a gente tinha vontade de estar junto só por estar, que tinha sempre algo de muito interessante para falar, que se disfarçava de gente só para compartilhar sua sabedoria. Dizem que escolhemos tudo que acontece conosco . Até acredito, mas o difícil é entender grandes escolhas como as doenças por exemplo. Gabi teve como companheiro um câncer. Foram 15 anos de convivência até que eles precisaram ir embora.Um não ia sem o outro, daí tivemos que nos despedir de ambos lá no porto de nome esquisito e ver com os olhos cheios d'água a barca singrar o mar do infinito.
Quero aprender a arrumar minha cama assim como ela nos ensinou a sua despedida. Foram anos de sábia preparação. O sal do suor e das lágrimas se misturava no vai e vem das incertezas e inseguranças. "As abóboras se ajeitam com o andar da carruagem".
É assim que me sinto neste momento de minha vida: uma abóbora. Uma moranga daquelas! Adoro abóboras. São versáteis , nutritivas e combinam com uma porção de coisas. Fora que as cores das abóboras são pura energia.

Quanto à carruagem que me carrega o que tenho a dizer é que ela já sabe o caminho.Segue sem pressa, com paciência. O ranger de suas rodas denuncia a acúmulo dos anos e as estradas pelas quais passou.
Quando chegar minha vez de fazer a travessia vou levar muitas abóboras. Todas bem acomodadinhas sem incomodar as vizinhas , ou, se machucarem. Todas aquietadas em seus lugares e na mais plena felicidade de saber-se abóbora. Tive a sorte de encontrar pelas estradas de minha vida uma abóbora baixinha que se chamava Gabriela.






domingo, 9 de agosto de 2009

Pãezinhos e outras neuroses.

Em mais um entardecer brasiliense de calar multidões saio para comprar pães para o lanche da noite. Nada mais comum ou corriqueiro, assim como a tal da Influenza A. Li uma matéria numa revista de grande circulção que os Estados Unidos já estão considerando que os casos de pessoas infectadas pelo vírus da gripe já chegou aos 100% . Ou seja, o H1N1 está substituindo o vírus da gripe comum! Um estudioso do tema disse que esse vírus, ou, a família Influenza se alterna de tempos em tempos. Gripe espanhola, gripe comum, A, etc. Eles fazem um "acordo" de circulação e nós, pobres desavisados , é que sofremos as consequências.
Voltando aos pães: entro num padaria que já fora referência na cidade, hoje anda meio caidinha.Por falar em caidinha acho que ando com meus nervos meio frouxos.Veja você que me flagrei pensando neuroticamente nessa tal gripe, o que para mim pode ser sinal de idade. Aos 43 neurótica ? ISSO é estar caidinha. Enfim.
Bem que eu poderia ficar neurótica de carteirinha mais velha. Se bem que os mais velhos gozam de uma sabedoria invejável. Se assumem e pronto! Cadê a lucidez de minha adolescência ? Nos idos de minha fase mais, mais, mais... sei lá, eu era uma garota típica. Sonhadora, desbravadora de mundos ( pelo menos dos meus), indignada com as indignações do mundo, sonhadora de novo e ... romântica, muito romântica aliás. Sonhava em ter 4 filhos com nomes bem digamos, naturais(?): Ana Terra, Luã, Moreno e Clara Luz, morar em uma comunidade onde todos são todos, onde o dinheiro seria o escambo de nossas produções, onde tudo seria bem verde e bem harmonioso. O meu companheiro seria um gato, desses de parar o trânsito. Nossa, como eu beijava o travesseiro na fantasia que era o meu gato que lá estava! Moreno, olhos verdes, forte e deliciosamente meu. Ai, ai...
Mas ,os pães e suas calorias me trazem à minha realidade que não é dura, nem suave. É.
Entre devaneios e pãezinhos vou exercitando a sabedoria que algum dia será merecidamente minha.
Minha neurose.

sábado, 8 de agosto de 2009

O ventinho do cerrado

O sábado chega ensolarado, o sol brilha num céu com um azul de arrebentar, mas o ventinho...
Ando de molho esses dias, alternando passeios aqui no micro, nos livros , na televisão e no jardim. Ah, o jardim! O verde vivo da época das chuvas cede lugar ao marrom da seca.Há uma magreza nas plantas, um descolorido nos tons. A água só voltará em meados de outubro. O jeito é esperar a roda das estações girar.
Nestas manhãs deslumbrantes olho agradecida para a vida e respiro com mais sede essa imensidão de mistérios que nos abençoa todos os dias, mas o ventinho...
Terça passada quando a noite chegou trouxe consigo uma febre.Na quarta passei o dia deitada com essa companhia que, apesar de chata, é sinal que uma batalha intensa acontece nos microscópios de meu corpo. Por isso agradeço à minha saúde que sabiamente me defende de intrusos virais. A tal febre não me largou até quinta, porém nada que ultrapassasse os 37.5°. Uma febrícula. Conselho? Ficar de quarentena em casa já que cheguei há pouco da terra dos cangurus. Obedeci a sugestão, mas confesso que a vontade de sair dá até urticária nos pés. Sem falar numa faringitizinha e no ventinho.
Ah o ventinho do cerrado!!! Ventinho friozinho que piorazinha qualquer gripinha. Imagina uma influenzazinha?!
Só de imaginar me dá taquicardia, ou, febre.Sei lá. Quero é sair dessa tal "situação molho".Definitivamente não levo jeito para a coisa.
Quero minha pseudoliberdade de volta, mesmo que eu fique em casa à toa.Pelo menos sei que posso sair mesmo que seja para fazer nada.
E o ventinho continua lá fora...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Zum Zum Zum

22:32.

Já se vão muitos dias e muitas horas desde o dia que nasci neste planeta. Já se vão muitas falas e muitos sóis. Já se vão...

Hoje acordei mais humana como se humana eu nunca fosse. Acordei mais emoção, mais ar, mais verde. Das 4 horas de sono dormidas não restou muita coisa, apenas a sensação aflita que o tempo vem vorazmente anunciar que já foi.

Levanto meio trôpega e me endireito para direito cumprir as tarefas do dia: fazer o xixi matinal (velho companheiro),tomar um café da manhã razoável, ver o jornal da manhã e sentar bem onde estou agora: na frente do PC, ou melhor do micro. PC me fez lembrar de um episódio triste de nossa Babilônia desmantelada que alguns ainda insistem em chamar de política.

Voltando ao micro.

Quando aperto o botão de ligar um barulho quase igual ao de um helicóptero rompe da CPU.Parece que pegou no tranco e se mantém no ar a qualquer custo...zumzinzunzummmmm. Finjo que me acostumo com este incômodo e sigo clicando nas páginas que me interesso. Preciso confessar que não tenho lá muita paciência com essa coisa "infotech", mas ela me maravilha. Sapeio um pouco por aqui e me despeço com um " até já já".

Mais tarde volto e leio uns artigos interessantes, entro nuns sítios também interessantes e estaciono no MSF - Médicos Sem Fronteiras. Outra confissão: esse negócio de ajuda humanitária me atrai.Não é à toa que me formei psicóloga. Pois bem. Vocês sabiam que ao todo há por volta de 14.000 trabalhadores desta instituição/organização ? Será que é muito? Não sei.O que sei é que há uma bravura nestas pessoas que ultrapassa qualquer força armada. É uma bravura de gente que sente e sabe que é gente na pura acepção da palavra. Que sai da platéia e vai para o palco.Não por querer mudar o mundo, mas talvez para fazer dele um lugar um pouco mais digno, ou fazer dos que recebem seu suor, seres humanos mais dignos. Vocês sabiam que há seres humanos na África? No Haiti? Brasil, Camboja,Índia e inúmeros outros países??? Que esses países não são apenas cartões postais? Existe gente que está morrendo de fome enquanto estou aqui brincando de ser escritora. Tem gente que acabou de perder uma perna numa mina, tem gente que está sofrendo algum tipo de violência neste exato instante. Gente.Por isso a bravura, porque eles acreditam em gente e que A gente pode sim ser a mudança que almejamos no mundo.Sábio Gandhi.

Quanto aos 14 mil? Saõ poucos num universo de bilhões de gentes. Ok, sem cobranças.Fazemos escolhas, isto é fato, assim como é de fato e de direito a dignidade humana.

23:02. Há meia hora estou aqui, mas na intensidade das coisas a Terra já girou 20 vezes .

Há pouco me chatiei com o que J falou, ou melhor, com uma observação dele.Ele tem dessas coisas: fazer interpretações em momentos totalmente impróprios.Coitado, vai ver é mais forte que ele, assim como a droga é maior do quem a consome. Às vezes tenho vontade de dar um remedinho em todos estes momentos de comentários irritantes e vazios.Seria uma maravilha! Aí ele voltaria a ser o príncipe encantado que um dia eu sonhei. Coitado de novo.

Melhor que faço agora e me entregar aos livros.Assim aprendo a brincar mais com as palavras.

:)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Meu primeiro selo!!!!!


Blog Dourado é um prêmio que homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza. A cor azul para representar a paz, profundidade e imensidão e a cor dourada para a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias.O prêmio em si representa a união entre os blogueiros.As regras são:- Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo.- Anunciar através de um link o blog que o premiou.- Premiar até outros 15 blogs, avisando o blogueiro sobre o prêmio.- Agradecer a quem deu o selo Blog Dourado.
Quero agradecer a delicadeza de Ana Maria Araújo - www. blogdapaki.blogspot.com pela indicação e pelo selo, para minha surpresa, aliás deliciosa surpresa!

Influenzas australianas

Após 30 horas de viagem (entre esperas em aeroportos e viagem propriamente dita), chegamos em casa na madrugada da segunda. Que jornada!!!!
Nossa aventura começou há mais ou menos 3 meses, momento da decisão de nosso destino nas férias familiares: Austrália. Mas, porque Austrália? Alguns perguntaram. Porque não? Nós respondíamos. Como pais que tentam um equilíbrio nas vontades de seus rebentos, optamos pela Austrália para que os intrépidos mergulhadores (pai e o casal de filhos, já que eu, a rainha do lar, enjôo só de pensar no balanço do barco)se deliciassem na Grande Barreira de Corais. Pois bem. Lá fui eu descobrir como, quem , quando e quanto. Resolvidas todas estas pendências embarcamos dia 17/07, lépidos e fagueiros, sãos e cristãos.
Passamos dias bem legais, num inglês "cachorro"( o deles) e com gratas descobertas( me emocionei quando , ainda no avião avistei a Opera em Sydney). Visita vai, visita vem, viagem vai , viagem vem e nós tirando fotos enlouquecidamente, meio que niponicamente.
Dias de sol e vento frio, uma chovinha boba aqui, outra acolá e mais ventinho incômodo. Após 15 dias de pura Austrália com direito a fotos com Cangurus e Koalas ( tenho que admitir que fique feliz pacas quando encostei nestes bichinhos!!!)chegou a hora de voltarmos.Arrumamos nossa bagagem lépidos e fagueiros, nem tão sãos e ainda cristãos, pois veio de carona comigo, especificamente em mim, um tal de H1N1.Ô sujeitinho chato esse!
Agora estamos aqui, eu e ele em casa de molho. O que me resta é dedilhar nestes teclados, nos controles remotos da TV e nas páginas dos livros porque a ordem é ficar de quarentena esta quarentona de "influenza"!
Pode?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Amigo e estrelas

Há poucos minutos um amigo meu saiu aqui de casa. Faz tempo que amigos meus não vem a minha casa e tecem conversas sem fim sob um céu estrelado ( tudo bem que estávamos na copa, mas o céu estava lá). Conversas tecidas a pão com manteiga, café, pastelzinho de carne e dois copões de sorvete! Lá fora as estrelas testemunham nossa comunhão escutando caladas frases sem sentido e o sentido das coisas. Abraçado a elas o silêncio negro da noite nos acompanha, às vezes interrompido por um ou outro cri-cri de grilos e ou por aviões distantes com suas turbinas aceleradas. Mas a conversa acontece, acontece e acontece. As horas passam igual arrepio bom : rápido demais!
Nossas vozes vão desde vida extraterrestre a literatura universal, passando por educação, filhos e mesmices do cotidiano.Lá vem o arrepio... a cadeira incomoda um pouco, mudamos de posição, erguemos os pés, descruzamos os braços e lá vem mais prosa. É tanta que muitos arrepios depois o "tonel ainda está cheio d'água". Assim vamos aguando nossos jardins com lembranças e mais lembranças.Não necessariamente do passado e sim de nossa realidade humana, tão frágil e contraditória.Tão rica e estafante.Tão bela e tão pequena.Tão humana!
As costas doem, o sono chega, mas relutamos bravamente , pois este é um momento de raro encontro, queremos beber mais dessa fonte! Mas , casos depois nos rendemos às obrigações, afinal amanhã é " dia de branco".
Assim , nos despedimos com um abraço desses que transportam a gente para outros mundos e ele vai embora.
Fico aqui cheia de gratidão e perfume.
Solto um cuidadoso "vai com Deus".
Não só vá com Ele, mas que Ele esteja sempre contigo!
Meu amigo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

"We are the world"

Esta frase que na tradução livre é: nós somos o mundo, me fez refletir no real significado dessa "pertencência". Olhando para um lado vejo fome, desigualdade, miséria, guerra, discórdia,medo, mentira,desespero,violência e mais violência.Olhando para outro vejo lindos jardins fraternidade,abraços,cuidado,afeição,troca,respeito, beleza e alegria. A qual dos dois nós pertencemos? Ou qual dos dois somos nós? Ambos.Esse antagonismo entre luz e sombra balança na gangorra da existência.Não somos isso ou aquilo, somos isso E aquilo.Qual dos 2 cães sobressairá? Aquele que alimentarmos melhor. Me convido a acolher minha sombra e transcender meus abismos, pois assim como Gandhi quero ser a mudança que quero para o mundo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dias de lua

Hoje é dia de lua cheia, dessas que explodem no céu e clareiam até os horizontes mais distantes. O manto escuro da noite abre os braços para esse clarão de plenitude e abundância. É tanta belezura que as palavras somem.
Foi sob as bençãos dessa luz que recebi em minha casa duas visitas que aqueceram minhas memórias de família . Filha de prima e amigo quase irmão.Estes 2 personagens trouxeram suas vidas por breves 5 dias.Tão breves e tão eternos que fui e voltei às distâncias de minhas raízes uma porção de vezes. Descobri e resdescobri as delícias da ternura quando sabemos da afinidade e da humanidade.
Agora, nesse vazio que o silêncio da casa vazia me apresenta, penso em quantas voltas já dei e em quantos relações familiais já tive...muitas, tantas que o infinito desaparece. Estou sentindo um frio no peito, desses que só se aquece quando abraçamos alguém.Não um abraço qualquer. Aquele abraço que a gente se entrega e deixa o outro chegar, que trocamos nossos calores, que "perdemos" longos e intensos minutos apenas estando ali.
Percebi a admiti para mim mesma minha fome de gente.Gente que trás o laço de sangue, o laço do abraço.
A lua me abraçou e girou, girou.Fez de mim um compasso, me colocou nos seus braços e fez brotar estrelas de nomes e eras.
Agora sou lua.
Plena, clara e luz.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mudança

De fato e de direito.
Mudei.
Eu, eu de novo e minha tralha. Correção: minhas coisas(externas e internas) que fui acumulando ao longo destes anos de prática profissional.
Sabe quando chamam a gente de uma forma que não temos como não "ouvir"? Pois é.
Fui chamada e com muuuuita ênfase.
Cá estou, lá estou.
Hoje mudei.Hoje cansei.Hoje outro espaço se desenha. Hoje, sob as bençãos da vovó Lua, rumo para outro Norte.
Mudança, essa dança que não tem fim vai desenhando nos solos do caminho nosso passo incansável.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Concordâncias

"Plantei árvores, tive filhos, escrevi livros,tenho muitos amigos e, sobretudo, gosto de brincar. Que mais posso desejar? Se eu pudesse viver minha vida novamente, eu a viveria como a vivi porque estou feliz onde estou."
Rubem Alves


Temos em nos "seres humanos" potenciais que variam entre dois polos como o TAO , e como tal temos o dever de observar para onde tendem nossas ações, mesmo as mais insignificantes que não percebemos. Somos imersos no mal de procurar defeitos nos outros com tanta facilidade que não percebemos certas qualidades ainda que escancaradas num sorriso. Entendendo que somos "um" e que também temos características coletivas, construidas pelas individuais, perceberemos o quanto é desnecessario colocarmos o outro na inferioridade para alimentar nosso ego e satisfação interior. Nos completamos como num quebra-cabeça e se não encontrarmos as igualdades que existem entre nós, os nossos genes egoístas nos farão sofrer a dura melancolia de sentir a todo instante que falta ... ainda falta... quando de fato o que falta mesmo é Humanidade e Tolerância para sermos verdadeiramente "HUMANOS".
Lilian.
Chiang Mai 22/06/2009

Bonitas palavras, bonitas pessoas, bonitos seres.

domingo, 28 de junho de 2009

Adriana e Maitê

Ando me descobrindo nas frases e palavras de outras mulheres.Sinto até uma inveja "branca" porque é como se elas tivessem me roubado a fala, tamanha é a semelhança das descrições.
Olho para minha estrada de 43 anos e pareço vazia, ou, cheia de espaços que caberiam montanhas de livros. Montanhas, esse espaço de sabedoria e presença que me fascina e cala.
Sua presença nos perímetros de nossa geografia me conforta e acende uma vontade de escalá-las.São mistério e precipício, frio e proteção , certeza e infinito. Gosto das montanhas.
O que fazer numa tarde de um inverno tímido com um por de sol de arrasar? Ler e muito. Ando devorando livros dos mais diversos e descobrindo em mim uma total falta de preconceitos.Só com aqueles que são eleitos chatos nas primeiras páginas. Sei que partirei desta vida com uma pendência: muitos livros inexplorados, mas com uma certeza: o deleite puro por aqueles que meus olhos traduziram.
Filha de gente letrada e versada é comum,ou, natural que eu me des-cubra mais e mais nas incontáveis páginas dos livros.
Tenho uma única irmã que é muito sabedora de literaturas da vida, pois além de ser diplomada em Letras fez Jornalismo.Cá para nós: ela manda muito bem.Talvez ela não saiba disso, mas ela manda.
Meu pai com toda sua fleuma era daqueles que até as piadas eram intelectuais, não a história, mas sua postura ao contá-las.Era um cavalheiro no humor e na vida. Magro, alto, um vara pau diriam muitos, porém um verdadeiro cavalheiro.Teve na educação a rigidez de escolas militares, mas definitivamente não tinha jeito para coisa.Era por demais a favor quietude.Urbano até na veia.Campo? Só de futebol.Nada de ordens e gritos.Ele não suportava. Filho único de general com dona de casa, ainda jovem teve que sair para vida, pois um câncer levou minha avó quando ele tinha 17 curtos anos.
Minha mãe, já mais baixa e com curvas mais de acordo ao feminino é a filha mais velha de quatro irmãos. Os galhos das árvores eram poucos para as travessuras de sua infância e os castigos se perderam na roda da contagem.Traquinas era como a chamavam. Queixo cortado, pontos nos joelhos, hematomas,braço engessado... tudo motivado pela incansável vontade de ser criança.
Ano vai, ano vem e eles se conheceram quando meu pai foi fazer um trabalho no interior de São Paulo.
Desse encontro três frutos floresceram, apenas eu e minha irmã vingamos...a outra irmã ainda feto não chegou neste mundo.Cumpriu sua missão ainda no útero de minha mãe.
Assim, dessa história comum esse aglomerado ilusório que acredita ser eu está aqui tentando versar sua história.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma colcha

Há algum tempo percebo em mim uma dificuldade, ou, preguiça de lembrar e ou associar referências,tanto bibliográficas quanto pessoais. Sei, já ouvi falar, já li, mas na hora de fazer um paralelo caio num vazio.

Vez por outra sinto uma vontade enorme de fazer uma grande colcha de retalhos, escrever um belo texto com várias referências, costurar tantas palavras que fazem sentido para mim e dar a minha voz a elas.Uma voz com sentido amplo, ressonância aguda com inúmeros corações.

Gandhi, Krisnamurti, Leonardo Boff,Herman Hesse,Sócrates, Heidegger,Blavatsky, Saint Exupèry, Thich Nhat Han, Dalai Lama, Sogyal Rimpoche, Narin Rimpoche,Mario de Andrade,Mia Couto,Manoel de Barros, Lya Luft,Adélia Prado, eu,Isabel Allende,Gentileza...inúmeros poetas da vida.Humanidade.

Nessa brincadeira gostosa quero tecer a ciranda da comunhão, dos altares, dos pares e lares.Fazer lambreca de melado,bolinha de sabão e na leveza da beleza comungar, sempre, com a natureza. Quero rimar A com Z, roxo com preto, embaixo com do outro lado e ser feliz. Soltar os cabelos, as rugas, a barriga e me fartar de Presença.

Ser a palavra, estar na palavra, pensar na ação.Sentir a certeza do imponderável e navegar.

Quero poder marcar nos 45 do segundo tempo e sentir que tudo valeu a pena.

Na minha colcha cabe todo mundo, até aqueles que tem os pés gelados e pontudos, os que soltam pum e o escodem, os que insistem em não tomar banho antes de dormir e aqueles que adoram cultivar perebinhas.

Uma colcha que fale e cante nossa humanidade, que faça os mais belos trocadilhos e que, acima de tudo, toque fundo o coração de todos os seres.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Alemanha e outras coisitas mais.

Nos últimos dez dias estive em Berlim e Praga.
Memórias de um momento doído para a humanidade: nazismo,muro de Berlim,destruição pós guerra...não necessariamente nessa ordem.
Encontrei um povo muito educado, um país esmerado em todos os aspectos e uma tentativa diária de sarar a ferida que o triste episódio da guerra deixou. Eles não negam este , diríamos, capítulo de sua história, muito pelo contrário.As crianças tem aulas só sobre isso nas escolas.Ok você pode me dizer. O fato é que o país olha para frente e vem se destacando no quesito aprendizado com os próprios erros. Há sim um comportamento diferente, um trato diferente e muito provavelmente uma relação social/afetiva diferente.E daí? Somos diferentes oras!
Potência européia? Sim. Exemplo a ser seguido? Também. Porque não?
Estou falando da Alemanha e não do nazismo. Se você sente alguma repulsa por esta nação talvez você ainda esteja associando o que é o país ao o que foi o nazismo.Cuidado meu caro.Isso limita. Já imaginou se vc fosse somente associado a seu lado sombrio, escuro?
Acho que não sobraríamos muitos de nós pela superfície deste planetinha azul.
Praga por sua vez é bela.Uma anciã com jeito de menina.Queridos, há monumentos lá de antes de Cristo!
Pela alegria que senti estando lá pensei com meus botões:
Será que já andei por estas paragens? Detalhe: falando essa língua para lá de difícil?
É...nas minhas voltinhas cármicas acho que andei fazendo um "pit stop" por lá.

"Cê" me dá licença?

"Cê me dá licença?"
Há um ano atrás essa fada das letras me fez um convite desprentensioso para ser uma colaboradora do blog."Ok" - disse sem pestanejar, mas como boa pisciana (piscianos tem uma outra velocidade), perguntei como seriam as tais contribuições e Alessandra me tranquilizou dizendo: " nada formal, ou, semanal.Talvez quinzenal ,ou, quando bater a vontade". Amigos, amiguinhos e amigões: a tal periodicidade(uma das coisas que diz como usarmos o tempo) é quase anual e sem modéstia nenhuma, ínfima. Pois bem, deixando quantidades de lado ,o que não posso deixar passar é esta data chamada Contos, Cantos e Encantos.Não estranhem ter chamado de data este espaço de possibilidades nascidos da intuição literário-intuitiva dessa mineira uberabense, pois foi no dia 13/06/2008 que este blog nasceu ora bolas!! Há um ano Alessandra "catava" nos teclados um sentido "infotech" para seu voo literário e eis que agora estamos assistindo a este voo : nas feiras, nas beiras e nas esteiras da vida. Conheço essa moça desde os idos de nossa deliciosa e displicente adolescência e desde aquela época ela já sabia brincar com as palavras. Brincava uma brincadeira coerente,direta e ela mesma. A Lê das tardes embaixo do bloco, dos violões sob a bençãos do sol, das cavernas, passeios,risadas e muito, mas muito pirlimpimpim. Portanto colegas, a Fada Emburrada, o Jacaré Bilé, A Menina que Contava Estrelas, O Jardim Encantado e os que neste momento não lembro o nome, são só uma parcela do que a sensibilidade , a inteligência e a mineirice dessa moça podem fazer. Eu continuo por aqui me deliciando com este voo, com TODOS os frutos dele (principalmente Luiza que me foi presenteada como afilhada). Vai nessa Lê, não só nessa, mas em todas as feiras que os livros te levarem e os bons ventos soprarem!
Parafrasenado Bituca : "Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão que muita gente boa pos o pé na profissão..."
Vai nessa Lê, eu dou licença.

...

Esta homenagem à minha amiga nasceu hj no final da tarde. O blog dela fez um ano no último dia 13/06 e muita coisa boa tem rolado desde então.O título é uma referência direta a Capitão Julinho - capitão/mestre do Congado em Fagundes - MG, que por sua vez "luta" pela preservação da memória cultural de seu povo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

?

Nada a declarar...
Já ouviram esta frase?
Pois é...neste momento não tenho nada a declarar.Ficou claro?
Alles klar?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Difícil.

Difícil querer falar e não ter ouvidos para ser escutada, ou, encontrar as palavras certas.Talvez o silêncio seja a palavra.
Difícil ter uma caminhada de 22 anos e sentir-se "obrigada' a ficar reinventando o dia a dia, ou, pelo menos a crença de.
Difícil conhecer o próprio espaço, saber da repetição e muitas vezes ceder a ela.
Difícil saber da mesmice e sorrir na tristeza de não ter forças, ou, querer não ter para amanhã acordar e sentir que ,de fato,brotou algo, outro algo na mesma terra boa.
Difícil olhar no espelho e sentir o colágeno dos anos escorrendo pelos veios da face.
Difícil acreditar, ainda,não saber falar e querer ser acolhida e compreendida.
Difícil harmonizar a balança da razão leve e certeira com o setimento puro e perspicaz.
Difícil não ser ridícula na ridícula porção humana que, neste momento,abarca meu Ser, que me veste e limita.
Difícil é falar de nós, de mim, de você e tantos outros quando tudo o mais se cala.Não nos conhecemos, ou, reconhecemos. Há outros,somos os mesmos outros.
Me sinto em vários momentos rodeada de paredes, isolada em uma parede ou convivendo com ela. Cada qual com seu nome, porém não menos parede.
O que me toca agora é a mesma ponta da meada que desfio há montanhas de dias.
Me sinto só no que sei de mim mesma e isso paradoxalmente me basta.
Muito olho e nada vejo.Se enxergo alguma coisa talvez não qualifique.
Não sou modelo de nada e muito menos de alguma coisa, qualquer coisa.
Quero estar na espontaneidade de mim mesma.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Daniela

"Percorri longa distância. Se me perguntarem de onde vim, digo não sei. Se nasci nessa ou naquela cidade, me foge à memória. Minha identidade não é a que carrego no bolso; número que sei de cor apenas para que me deixem em paz. Não sou natural de estado algum; sou pelo estado natural das coisas. Por necessidade ou vaidade já vesti não sei quantas máscaras; nenhuma me caiu bem. Ando de um lado para outro, não pertenço a nada nem a ninguém. Não gosto que me sigam, mesmo que deixe rastros. Estou no mundo no ano de 2008, mas também estive nele em épocas passadas. Data de nascimento? Tenho várias. Sempre que abandono uma convicção, renasço. Religião, não professo, mas respeito o que não posso explicar. Me mantenho atenta aos sinais, inclusive os de trânsito. "

Ps : Daniela é amiga de minha irmã.Ela escreveu este texto ano passado quando completou 40 anos. Suas palavras traduzem como me sinto.Eis a minha homenagem a ela e a este ótimo texto com sua escrita mais que lúcida . Ah! A beleza de quem sabe se traduzir com palavras...

Das montanhas

Essa brisa suave que chega agora trás consigo lembranças de tempos imemoriais.A lembrança de quando minha voz ecoava nos ventos entoando canções de serenidade.A lembrança de quando ,aquietada, sorria um sorriso franco e largo, de quando fiz votos de entrega e me perdi nas montanhas com seus segredos. Meus vincos, que desenham minha história na minha face, são profundos como os vales que cruzei. Das mãos calejadas tirei o pão e a benção. Nos sussurros ouvi as orações e do silêncio amplo e presente construí meu ninho de solitude e entrega. Não sei quanto tempo faz, mas faço de mim um mensageiro do momento. Minha voz abrange os horizontes e testemunha o assobio do vazio. Neste e em qualquer outro tempo fui o que sou sem saber quando nem para que, mas com a certeza de estar no Caminho. Minhas intenções rasgam os espaços e se congelam nos medos.Num esforço de presa que foge do predador, me agarro às margens de mim mesma sem perder o foco no fundo e no mergulho.Meu profundo e meu mergulho.
Me calo.

sábado, 28 de março de 2009

A hora do planeta

Hoje acontecerá um movimento/manifesto que foi batizado de A Hora do Planeta. Esta iniciativa da WWF, que começou de forma tímida, visa chamar a atenção dos povos para a situação mais que crítica do aquecimento global e meio ambiente ( que de meio não tem quase nada mais- é um quase NADA ambiente). Por uma hora grandes monumentos de diversas cidades mundo afora, apagarão suas luzes. Tal iniciativa começou em 2007 só na Austrália e hoje mais de 82 países aderiram ao movimento. Tal adesão mostra que uma parcela significativa das nações (mesmo que ainda em atos pontuais), está se mobilizando nesta direção, nesta co-responsabilidade planetária, nesta "síndrome" do beija-flor. Quero mais é que venham muitos beija-flores a meu jardim.Quero ser a gota da diferença neste "incêndio" que ameaça nossas vidas , visto que também alimento tal fogueira.Se continuarmos consumindo insanamente qualquer coisa(desde suprimentos básicos a supérfluos) só estaremos pisando mais fundo neste acelerador de destruição.Não é mais hora do ego, do meu, está passando da hora do nosso. É nossa responsabilidade. Apague as luzas de sua casa e acenda sua conscência!

sexta-feira, 27 de março de 2009

O retorno

Lá vinha eu pela avenida, perdida em meus pensamentos,quando, de repente, ele apareceu. No instante em que a surpresa e a dúvida se alternavam dentro de mim, lembrei-me: mesmo que queiramos muitas vezes continuar nas avenidas, num sem fim e sem começo, os retornos aparecem para nos lembrar que precisamos voltar no caminho, não por termos esquecido algo, ou, errado o percursso. Eles aparecem para nos lembrar de nossas origens, de nossa gente e nosso ar.Chego das terras de lá e, neste retorno, trago na bagagem da volta, agora maior, muitos sons e lembranças.Trago das avenidas de lá a vontade de continuar. Quem sabe por meio das palavras poderei para essa avenida voltar?!Estive num país chamado Índia.Terra de muitas semelhanças e muitas diferenças.De seus milhões de deuses(sim milhões), com suas cores intensas e escrita desenhada, surge a imagem de um país espremido entre a miséria e a ostentação, entre o caos e a tolerância.Surgem ,das poeiras do tempo e das obras, as avenidas pelas quais me " perdi".Surge a vontade de traduzir a proximidade das diferenças. Surge a realidade dos fatos, que traduz não só o que nossos olhos vêem, mas acima de tudo o que somos: seres humanos habitando o mesmo espaço e procurando a felicidade.

domingo, 22 de março de 2009

"Diferanças"

Encontrei nas terras de cá as semelhanças das diferenças. Tudo é muito e o pouco é muito.
Do pouco meu olhar resgata a fome,a pobreza,os "desabrigados" da vida.
Do muito vem as cores, as gentes, os tamanhos, os sabores e amores.
Esse meu país chamado Brasíndia é mais próximo que os mapas que Vasco da Gama desenhou.
Quantos desabrigados da vida estão nos nossos sertões, costões e paredões das grandes cidades?
Quantos abastados da vida estão nas trincheiras de seus carros, trabalhos, granitos e fartura ?
Aqui e lá.Ambos lugares de um mesmo lugar.Isso me faz pensar o que é a distância de fato, já que por aqui também se morre e se nasce.
"Vou me embora para Pasárgada..." vou me embora de cá, deixando um rastro no ar:
shivas, kalis,ganeshas,krishnas.Todos nomes não fosse o altar!

sábado, 14 de março de 2009

Atencao, atencao...se vc nao abrir os olhos "outros" abrirao por vc. Entrei numa roubada agora pouco.ESTOU IRRITADA , MUITO IRRITADA. Tchau para vcs 5. Sigam bem nos seus caminhos, mas cuidado com os buracos.Muitos deles sao tao fundos que , mesmo depois que saimos deles suas sombras nos acompanham...colcha retalhada, cheia de furinhos de traca.Assim fica sua psique e seu periespirito.
Dia 14, a roubada!
Cade o silencio q vim buscar?????????????????????????????????

segunda-feira, 2 de março de 2009

Oi de Dharamsala.

Ei você que , neste momento, habita no outro lado do mundo!!!

Oi

:)

Das descidas e subidas, sob as bencãos do Himalaia, "falo" esse oi sentada numa cadeira de um "internet point". Este, que deve ter no max 2X2( com o perdão do exagero) é constituido de : 6 computadores com seus respectivos acessorios, muuuuuuuitos fios e tralhas penduradas nas paredes, telefones, hinduns , tibetanos e euzinha...ah, o frio também está presente.
Hoje foi o primeiro dia do encontro.Somos em 24 pessoas.Estamos nos encontrando num templo que ainda nao gravei o nome. Acho que é Gadon.
Acordei `as 7, para ligar o aquecedor de agua que demora 20 min, tomei banho de balde, me troquei e, apos uma enroladinha no cafe , pego minha mochila pesada, diga-se de passagem, e desco o morro, literalmente: 25 min de descida mano!!! Ah, parei para fazer umas perguntinhas para um frances, alias, ele que nos parou e comecou a falar. Ele disse que nao falava ingles, so frances, espanhol e italiano, portanto nos comunicamos de forma multi-sei-la-o-que... Detalhe: nos entendemos. Ele me ajudou a descobrir a que horas o Dalai chegaria.
Essa parte foi especial. O Dalai estava no sul da India e chegou hoje. Você precisa ver a preparacao para recebe-lo...e la estavamos eu, kilos de tibetanos e gringos.
Adriana : presente.
Que Presente!
A devocao e o respeito destas pessoas por ele é tocante. E meu coracaozinho só batendo...
Após esse "little gift", subi para o monastério dele e presenciei uma cerimonia de Puja( rituais de purificação). Muito bonito e forte. Os monges entoando os mantras e algo mais que especial.
Saí zonza, zanzando, pois perdi a hora do encontro da tarde. Descobri onde faz a carteirinha de permissao para presenciar os ensinamentos do Dalai, fui a casa de um Lama(que nao estava)e vim para cá...isso no sobe e desce das ladeirinhas básicas daqui. Se você visse a largura das ruelas e o trânsito! Uma coisa não combina com a outra. O incrivel é que passam dois carros ao mesmo tempo!!!!!!!!!!!!!! E haja buzina!!!! Baby, eles buzinam horrooooooooooooooores aqui. IMPRESSIONANTE.
Em Delhi é comum nos carros, tuc-tucs, riquixas, caminhões a frase : please, horn,ou Blow horn, ou ainda, please, blow up your horn.
Unbelivible!!!!!


Estou me sentido muito mais segura com meu ingles, alem do que , eu perdi a vergonha.Que delicia! Ah, nessa de falar a lingua acabei ajudando umas pessoas do grupo durante os dias da vinda. Me deu uma sensacao boa por varios aspectos.Acho que voltarei para as aulas de ingles neste ano.

Por hoje estas sao as news daqui...vou para o hotel pq haja coluna para essa mochilinha nas costas!!!

Eu "tô" feliz!!!!

Como você ja percebeu não existem acentos de nossa grafia nos "teclados indianos".

Beijos nos meus amores.

Eu, mamae, mae,Adriana, Dri