quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A chegada e o lugar


2016 chegou e trouxe no seu rastro  a inevitável passagem do tempo. Com ele vieram meus 50 anos, a mudança de meu filho mais novo, um retiro de 3 meses e a sensação desconfortável de estar sem lugar.
Fui filha, fui estudante, trabalhei, arranjei namorado,virei mãe, formei em 2 cursos, juntei as escovas de dentes, mudei,"casei", fui mãe de novo, mudei de novo, trabalhei mais um tiquinho, fiquei mais em casa e agora meus filhos cresceram e eu fiquei sem lugar.
Olho para os lados e para dentro e não acho um lugar. Tenho a sensação que já foram todos preenchidos...
E eu? O que vou fazer agora? Já tenho 50 anos! O que fazer com minha bagagem ? Parece que está vazia!
Vou ter que procurar a Adriana e resolver essa questão com ela. Mas, aonde ela está?
Acho que vou ter que começar do cinco.zero. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Insônia

a tal da insônia...
01:57 da madrugada e eu imersa em devaneios...
sou empurrada, ou me empurro para frios na barriga, pensamentos chatos e olhos estatelados.
o que fazer ? Aceitar que meu mundo está de cabeça para baixo e que ninguém reparou?
como é o nome desse ponto óbvio onde me encontro há anos?
e a tal preguiça que começa a se assumir mais e mais como medo?
e o discurso pronto?
e o papel higiênico enrolado nas composturas da vida?
quero ou preciso fazer com que me orgulhe de mim mesma? Para q?
posso querer os silêncios do mundo?
posso deixar a personagem e conhecer a atriz?
e os sorvetes? Estão com gosto de não sei.
papai escrevia, bisavô tb, irmã segue na fila. Gosto da coisa.
e a sensação do quase? Parece que essa aí casou comigo de uma forma simbiótica. Eu quase sei as coisas.
e viajar não querendo voltar para o mesmo lugar?
o que estou fazendo na casa de minha mãe?
de quem é a solidão?
quem está querendo colo?
posso parar de achar que não estou interpretando?
posso querer os silêncios do mundo?
e as buzinas?
e as sirenes?
e os maconheiros?
os cigarros podem ser abolidos das relações?
porque inventaram a culpa?
para quem apontamos os dedos?
as bailarinas se divertem? Elas soltam pum?
ficar rouca pode servir como desculpa?
e os excessos?
e a fome, a miséria, o abandono, a tristeza e o rancor?
podemos mudar o script?
quero silêncio no meu mundo.

sábado, 27 de agosto de 2016

A mala

Como é bom arrumar as malas de qualquer jeito! Descobri uma liberdade maravilhosa nesse gesto tão simples e tão cheio de significados.
Joguei de tudo um pouco dentro dela. A cada jogada ia me sentindo mais leve. Comecei a rir e a jogar mais ainda. O "qualquer"jeito foi ajeitando tanta bagunça dentro de mim que me viciei nessa desconformidade. AMEI !
Deliciaaaaaaa... nada de pacotinhos, ordem óbvias, distribuição de peso, bá, blá, blá....
Olhei para minha bagunça e me senti LIVREEEEEEEEEEEEEEEEE. Hahahahahahahahaa.
A mala é minha e eu arrumo como eu quiser entendeu????
Chega de certezas chatas, posições enquadradas, horários fixos, ponderações brochantes. CHEGAAAAA!!!!!
Vou desarrumar, vou mudar de planos, vou voar.
Quero a leveza dos ares, o balanço dos mares e o horizonte no olhar.
"Me deixa que hoje eu tô de bobeira".
Não vou oferecer carona porque as Adrianas lotaram esse trem.
Beijos para vocês que ficam.
Beijos para vocês que vão.
Simbora e seguuuuuuuura...

A mala

Como é bom arrumar as malas de qualquer jeito! Descobri uma liberdade maravilhosa nesse gesto tão simples e tão cheio de significados.
Joguei de tudo um pouco dentro dela. A cada jogada ia me sentindo mais leve. Comecei a rir e a jogar mais ainda. O "qualquer"jeito foi ajeitando tanta bagunça dentro de mim que me viciei nessa desconformidade. AMEI !
Deliciaaaaaaa... nada de pacotinhos, ordem óbvias, distribuição de peso, bá, blá, blá....
Olhei para minha bagunça e me senti LIVREEEEEEEEEEEEEEEEE. Hahahahahahahahaa.
A mala é minha e eu arrumo como eu quiser entendeu????
Chega de certezas chatas, posições enquadradas, horários fixos, ponderações brochantes. CHEGAAAAA!!!!!
Vou desarrumar, vou mudar de planos, vou voar.
Quero a leveza dos ares, o balanço dos mares e o horizonte no olhar.
"Me deixa que hoje eu tô de bobeira".
Não vou oferecer carona porque as Adrianas lotaram esse trem.
Beijos para vocês que ficam.
Beijos para vocês que vão.
Simbora e seguuuuuuuura...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Desafio

Aí falaram para eu começar a escrever, ou voltar a escrever, ou escrever. Enfim.
E agora José ?
Escrever sobre o que ?
Escrever.
Santa inspiração, aonde está você?

Anestesia

No que estou pensando? 
No jovem de 27 anos que foi assassinado durante mais um assalto( coisinha corriqueira) em uma esquina de São Paulo. Cena típica: o jovem é abordado,não reage e? Leva um tiro. Realidade dura e endêmica.
Nem vou escarafunchar a banalidade da ação ,da notícia e da reação. O repórter em seu tom pasteurizado dá a notícia quase como que "cumprindo" uma tabela.
 Alguém pode avisar ao repórter que ele está falando de vida, de gente e não de coisa?
Como é de praxe a triste e violenta notícia cai num precipício ou num vale de mudez . Duro, muito duro.
Alguém provavelmente soltou um "meu Deus" e continuou vendo o jornal. Outros foram fazer outras coisas e eu vim escrever para não chorar.
Nosso nível de anestesiamento ultrapassou qualquer limite. Onde está nossa capacidade de indignação? Talvez esteja pulando carnaval add eternum.
Parem esse bonde!!!!
Não quero descer,quero colaborar para que ele ache o prumo de novo e entre efetivamente nos trilhos.