terça-feira, 30 de junho de 2009

Concordâncias

"Plantei árvores, tive filhos, escrevi livros,tenho muitos amigos e, sobretudo, gosto de brincar. Que mais posso desejar? Se eu pudesse viver minha vida novamente, eu a viveria como a vivi porque estou feliz onde estou."
Rubem Alves


Temos em nos "seres humanos" potenciais que variam entre dois polos como o TAO , e como tal temos o dever de observar para onde tendem nossas ações, mesmo as mais insignificantes que não percebemos. Somos imersos no mal de procurar defeitos nos outros com tanta facilidade que não percebemos certas qualidades ainda que escancaradas num sorriso. Entendendo que somos "um" e que também temos características coletivas, construidas pelas individuais, perceberemos o quanto é desnecessario colocarmos o outro na inferioridade para alimentar nosso ego e satisfação interior. Nos completamos como num quebra-cabeça e se não encontrarmos as igualdades que existem entre nós, os nossos genes egoístas nos farão sofrer a dura melancolia de sentir a todo instante que falta ... ainda falta... quando de fato o que falta mesmo é Humanidade e Tolerância para sermos verdadeiramente "HUMANOS".
Lilian.
Chiang Mai 22/06/2009

Bonitas palavras, bonitas pessoas, bonitos seres.

domingo, 28 de junho de 2009

Adriana e Maitê

Ando me descobrindo nas frases e palavras de outras mulheres.Sinto até uma inveja "branca" porque é como se elas tivessem me roubado a fala, tamanha é a semelhança das descrições.
Olho para minha estrada de 43 anos e pareço vazia, ou, cheia de espaços que caberiam montanhas de livros. Montanhas, esse espaço de sabedoria e presença que me fascina e cala.
Sua presença nos perímetros de nossa geografia me conforta e acende uma vontade de escalá-las.São mistério e precipício, frio e proteção , certeza e infinito. Gosto das montanhas.
O que fazer numa tarde de um inverno tímido com um por de sol de arrasar? Ler e muito. Ando devorando livros dos mais diversos e descobrindo em mim uma total falta de preconceitos.Só com aqueles que são eleitos chatos nas primeiras páginas. Sei que partirei desta vida com uma pendência: muitos livros inexplorados, mas com uma certeza: o deleite puro por aqueles que meus olhos traduziram.
Filha de gente letrada e versada é comum,ou, natural que eu me des-cubra mais e mais nas incontáveis páginas dos livros.
Tenho uma única irmã que é muito sabedora de literaturas da vida, pois além de ser diplomada em Letras fez Jornalismo.Cá para nós: ela manda muito bem.Talvez ela não saiba disso, mas ela manda.
Meu pai com toda sua fleuma era daqueles que até as piadas eram intelectuais, não a história, mas sua postura ao contá-las.Era um cavalheiro no humor e na vida. Magro, alto, um vara pau diriam muitos, porém um verdadeiro cavalheiro.Teve na educação a rigidez de escolas militares, mas definitivamente não tinha jeito para coisa.Era por demais a favor quietude.Urbano até na veia.Campo? Só de futebol.Nada de ordens e gritos.Ele não suportava. Filho único de general com dona de casa, ainda jovem teve que sair para vida, pois um câncer levou minha avó quando ele tinha 17 curtos anos.
Minha mãe, já mais baixa e com curvas mais de acordo ao feminino é a filha mais velha de quatro irmãos. Os galhos das árvores eram poucos para as travessuras de sua infância e os castigos se perderam na roda da contagem.Traquinas era como a chamavam. Queixo cortado, pontos nos joelhos, hematomas,braço engessado... tudo motivado pela incansável vontade de ser criança.
Ano vai, ano vem e eles se conheceram quando meu pai foi fazer um trabalho no interior de São Paulo.
Desse encontro três frutos floresceram, apenas eu e minha irmã vingamos...a outra irmã ainda feto não chegou neste mundo.Cumpriu sua missão ainda no útero de minha mãe.
Assim, dessa história comum esse aglomerado ilusório que acredita ser eu está aqui tentando versar sua história.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma colcha

Há algum tempo percebo em mim uma dificuldade, ou, preguiça de lembrar e ou associar referências,tanto bibliográficas quanto pessoais. Sei, já ouvi falar, já li, mas na hora de fazer um paralelo caio num vazio.

Vez por outra sinto uma vontade enorme de fazer uma grande colcha de retalhos, escrever um belo texto com várias referências, costurar tantas palavras que fazem sentido para mim e dar a minha voz a elas.Uma voz com sentido amplo, ressonância aguda com inúmeros corações.

Gandhi, Krisnamurti, Leonardo Boff,Herman Hesse,Sócrates, Heidegger,Blavatsky, Saint Exupèry, Thich Nhat Han, Dalai Lama, Sogyal Rimpoche, Narin Rimpoche,Mario de Andrade,Mia Couto,Manoel de Barros, Lya Luft,Adélia Prado, eu,Isabel Allende,Gentileza...inúmeros poetas da vida.Humanidade.

Nessa brincadeira gostosa quero tecer a ciranda da comunhão, dos altares, dos pares e lares.Fazer lambreca de melado,bolinha de sabão e na leveza da beleza comungar, sempre, com a natureza. Quero rimar A com Z, roxo com preto, embaixo com do outro lado e ser feliz. Soltar os cabelos, as rugas, a barriga e me fartar de Presença.

Ser a palavra, estar na palavra, pensar na ação.Sentir a certeza do imponderável e navegar.

Quero poder marcar nos 45 do segundo tempo e sentir que tudo valeu a pena.

Na minha colcha cabe todo mundo, até aqueles que tem os pés gelados e pontudos, os que soltam pum e o escodem, os que insistem em não tomar banho antes de dormir e aqueles que adoram cultivar perebinhas.

Uma colcha que fale e cante nossa humanidade, que faça os mais belos trocadilhos e que, acima de tudo, toque fundo o coração de todos os seres.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Alemanha e outras coisitas mais.

Nos últimos dez dias estive em Berlim e Praga.
Memórias de um momento doído para a humanidade: nazismo,muro de Berlim,destruição pós guerra...não necessariamente nessa ordem.
Encontrei um povo muito educado, um país esmerado em todos os aspectos e uma tentativa diária de sarar a ferida que o triste episódio da guerra deixou. Eles não negam este , diríamos, capítulo de sua história, muito pelo contrário.As crianças tem aulas só sobre isso nas escolas.Ok você pode me dizer. O fato é que o país olha para frente e vem se destacando no quesito aprendizado com os próprios erros. Há sim um comportamento diferente, um trato diferente e muito provavelmente uma relação social/afetiva diferente.E daí? Somos diferentes oras!
Potência européia? Sim. Exemplo a ser seguido? Também. Porque não?
Estou falando da Alemanha e não do nazismo. Se você sente alguma repulsa por esta nação talvez você ainda esteja associando o que é o país ao o que foi o nazismo.Cuidado meu caro.Isso limita. Já imaginou se vc fosse somente associado a seu lado sombrio, escuro?
Acho que não sobraríamos muitos de nós pela superfície deste planetinha azul.
Praga por sua vez é bela.Uma anciã com jeito de menina.Queridos, há monumentos lá de antes de Cristo!
Pela alegria que senti estando lá pensei com meus botões:
Será que já andei por estas paragens? Detalhe: falando essa língua para lá de difícil?
É...nas minhas voltinhas cármicas acho que andei fazendo um "pit stop" por lá.

"Cê" me dá licença?

"Cê me dá licença?"
Há um ano atrás essa fada das letras me fez um convite desprentensioso para ser uma colaboradora do blog."Ok" - disse sem pestanejar, mas como boa pisciana (piscianos tem uma outra velocidade), perguntei como seriam as tais contribuições e Alessandra me tranquilizou dizendo: " nada formal, ou, semanal.Talvez quinzenal ,ou, quando bater a vontade". Amigos, amiguinhos e amigões: a tal periodicidade(uma das coisas que diz como usarmos o tempo) é quase anual e sem modéstia nenhuma, ínfima. Pois bem, deixando quantidades de lado ,o que não posso deixar passar é esta data chamada Contos, Cantos e Encantos.Não estranhem ter chamado de data este espaço de possibilidades nascidos da intuição literário-intuitiva dessa mineira uberabense, pois foi no dia 13/06/2008 que este blog nasceu ora bolas!! Há um ano Alessandra "catava" nos teclados um sentido "infotech" para seu voo literário e eis que agora estamos assistindo a este voo : nas feiras, nas beiras e nas esteiras da vida. Conheço essa moça desde os idos de nossa deliciosa e displicente adolescência e desde aquela época ela já sabia brincar com as palavras. Brincava uma brincadeira coerente,direta e ela mesma. A Lê das tardes embaixo do bloco, dos violões sob a bençãos do sol, das cavernas, passeios,risadas e muito, mas muito pirlimpimpim. Portanto colegas, a Fada Emburrada, o Jacaré Bilé, A Menina que Contava Estrelas, O Jardim Encantado e os que neste momento não lembro o nome, são só uma parcela do que a sensibilidade , a inteligência e a mineirice dessa moça podem fazer. Eu continuo por aqui me deliciando com este voo, com TODOS os frutos dele (principalmente Luiza que me foi presenteada como afilhada). Vai nessa Lê, não só nessa, mas em todas as feiras que os livros te levarem e os bons ventos soprarem!
Parafrasenado Bituca : "Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão que muita gente boa pos o pé na profissão..."
Vai nessa Lê, eu dou licença.

...

Esta homenagem à minha amiga nasceu hj no final da tarde. O blog dela fez um ano no último dia 13/06 e muita coisa boa tem rolado desde então.O título é uma referência direta a Capitão Julinho - capitão/mestre do Congado em Fagundes - MG, que por sua vez "luta" pela preservação da memória cultural de seu povo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

?

Nada a declarar...
Já ouviram esta frase?
Pois é...neste momento não tenho nada a declarar.Ficou claro?
Alles klar?