quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Dia P
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio e as pedras que estão em sua foz ? As pedras na nascente são toscas ,pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras,ao longo de muitos anos,elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.Sem eles, a vida seria monótona, árida.A observação mais importante é constatarque não existem sentimentos, bons ou ruins,sem a existência do outro, sem o seu contato.Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.Quando olho para trás,vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas,me permitiram ir dando forma ao que sou,eliminando arestas,transformando-me em alguém melhor,mais suave, mais harmônico, mais integrado.Outras, sem dúvidas,com suas ações e palavras me criaram novas arestas,que precisaram ser desbastadas
Faz parte...Reveses momentâneos servem para o crescimento.A isso chamamos experiência.Penso que existe algo mais profundo,ainda nessa análise.Começamos a jornada da vida como grandes pedras cheia de excessos.
Os seres de grande valor,percebem que ao final da vida foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas se aproximando cada vez mais de sua essência,e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,dada a compreensão da existência e importância do outro,e principalmente da grandeza de Deus,é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem fortee muito parecido com o diamante bruto,constituído de muitos elementos,mas essencialmente de amor.Deus deu a cada um de nós essa capacidade,a de amar...Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago,temos que nos permitir,através dos relacionamentos,ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo,de fazê-lo brilhar
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.Não entendia que ferir e ser ferido,ter e provocar raiva,ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.Ora, esse sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.
Com este texto escrito por Roberto deixo aqui minha singela homenagem a todos nós que escolhemos como profissão o ATRITAR-SE , conosco mesmos e com todos que nos rodeiam.
Namastê!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Hip , hip , urra!!!

Uebaaaaaaaaaaa, mais um selo e super indicado!!! Mais uma vez Ana Maria Araújo www.blogdapaki.blogspot.com - Encontros com Mestres Notáveis - me presenteia com esta delicadeza.
As magias acontecem nos cantos, nos ranchos , nas dobras e nas linhas da vida.
Três blogs imperdíveis : www.contoscantoseencantos.blogspot.com , da companheira de letras e de grandes encontros , Alessandra Roscoe; www.pemalodro.blogspot.com - A Inteligência do Lótus - de Pema Lodron e www.blogdapaki.blogspot.com - Encontros com Mestres Notáveis da madrinha de selos e companheira de buscas Ana Maria Araújo.
É isso aí.
Eu " tô" feliz!!!!!
Nessa teia infológica vou tecendo meus fios de letras e estrelas.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O pó da normalidade
O policial encarregado de colher digitais passa um pózinho estilo grafite por toda a porta que foi vítima do gatuno , assim como no porta- malas. Munido de pincelzinho , potinho e paciência ele vai aqui e ali espalhando o tal produto. Uma hora depois fui liberada. Ah , sem antes ter ouvido mais umas historinhas técnicas : furto em residência , investigação de assassinato , punição de menor infrator..."Agora a senhora pode lavar o carro". Que alívio ! O tal pozinho suja igual fuligem.
Saio dali achando graça pela tarde diferente , mas refletindo na "normalidade" destas ocorrências. Nesse país continente furto , assalto , assassinato , falcatrua , desrespeito e cia são coisas comuns , naturais até.
Agora estou em casa e eles lá fora com seus pozinhos e chaves-de cabra.
Qual será o significado da palavra normal?
Não me arrisco a responder.O que sei é que pegar o que não é meu transcende noções de propriedade. É questão de consciência e responsabilidade.
Eco-Lógica.
Sacolinha verde = eco-bag , eco-postura , ecologia , etc. Economia , ecografia , eco-chato... eco. Pelo jeito esse prefixo está na moda.
Na plenitude da função dona-de casa-que-faz-compras-para-o-almoço , ao sair do mercado uma eco-correta senhora de meia idade pede a Charles, meu fiel ajudante , que levasse o carrinho dela de volta ao mercado junto com as sacolinhas de plástico , pois , segundo ela , não precisaria das tais porque estava com as eco-sacolas no carro. Detalhe : ela falou isso no exato momento que eu e Charles estávamos depositando nossas incorretas e nada ecológicas sacolinhas de plástico no porta-malas de meu carro. Eu fiquei ali com cara de tacho sentindo na costela a espetada de D. Maria sei lá das quantas . Ecologias à parte pensei imediatamante nas lixeirinhas de minha casa . O que fazer com as tais ameaças disfarçadas de sacolinhas senão uso duplo ? Num momento sacolas para carregar compras e no seguinte para carregar lixo. Isso é mágico gente !Essa transformação é ecologicamente correta. Afinal fazendo isso não compro outros plásticos para servirem de lixo. É uma matemática básica e simples , talvez não seja a melhor , mas o que fazer com nossos consumos diários depois de efetivados ? Lixo.
Ainda sentindo a espetada pensei nas eco-sacolas que tenho em casa . Paciência , as esqueci em algum buraco negro doméstico . Sim , eles existem. Tragam de um tudo : fotos 3x4 que você vai precisar amanhã , clipes , sutiãs que você quer usar naquela hora , cuecas , meias , fronhas , tesourinha de unha , lixas e por aí vai. Fora aquelas coisas que temos certeza que estão guardadas em tal armário . Ao abrir a porta nossos olhos escorregam no vazio absoluto.Frustração. É isso que sentimos.
Entre os buracos negros e eco-sacolinhas continuo fazendo compras , produzindo lixo e ouvindo o jornal que cumpre sua eco-função : derramar lixo nos nossos ouvidos.
Eco!!!!!
sábado, 15 de agosto de 2009
Peão cultural
Hoje à tarde acabei ficando sem rumo depois de uma série de desencontros.Entre a espera sem fim pelo J( que chegou lá pelas tantas) e o final da tarde, vivi a irritação em conjugar o verbo esperar e o prazer de encher a pança com um belo arroz com feijão requentado às 4 da tarde (eu e eu), o cansaço pela noite curta e uma voltinha de carro estilo prêmio de consolação. Fora as tentativas vãs de falar com alguém . Um não atendeu, o outro estava num show de rock, a outra ralando na produção de óperas populares e euzinha aqui no meu momento barata tonta. Ah, sem falar na tentativa de almoçar com uma das comadres antes desse efeito cascata de furadas. Essa aí estava fugindo de encontrinhos sociais após um mês de visitas sem fim na sua casa. Compreensível.Aliás, bem compreensível. Tem gente que vai ficando, ficando, ficando...zzzzzzzzzzzzzzzzz. Afe!
Essa história de ser barata tonta por uma tarde não foi de todo ruim. Rodei, rodei, rodei e eis que fui atraída para um lugarzinho bem especial por vários aspectos : Ermida Dom Bosco. Aquele lugar me faz lembrar das inúmeras tardes no Parque da Cidade curtindo toda a candanguice do projeto Cabeças.Quanta juventude nas tranças soltas, na mistura musical, nas descobertas culturais! Saudades. A Ermida me remete a estes tempos de " eu tinha apenas 17 no dia em que saí de casa...e não fazem mais de 4 semanas que estou na estrada." Entre as delícias dos 17 e as delícias dos 40 fico com a segunda opção. Simples. Eu "tô" podendo!!!! Sentiu a fêmea que "tá" no salto ? Segura essa meu chapa!
No meio dessas caraminholas literárias me anestesio para não ficar tão frustrada com as tais furadas . Afinal, no finzinho da tarde fui beber a vida!
Segura 4, segura 3, segura 2...morri.
Para minha surpresa a academia estava vazia, o que por um lado é bom porque não tive que ficar disputando o aparelho com outro "atleta". Peguei minha ficha e fui fazer o alongamento, coisa prudente para que o que já está duro não piore e o que ainda resiste ao tempo ajude na hora H. Alongada, gostosinha e feliz fui para o primeiro aparelho, "leg press", ok, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, ok, mas na hora do abdominal...gritei, chamei por eles, clamei por ajuda mas eles, os músculos, simplesmente não deram as caras! Que vergonha! Fiz aquela meia dúzia que paraceram mil dúzias porque quase não consegui levantar do colchonete. Como aluna aplicada fui fazer o alongamento pós-circuito. Quando já ia me deitar no chão para fazer aquela série que mais parece uma tortura o instrutor solta a frase fatídica: " vai ter aula de alongamento agora.Essa aula é boa!". Na melhor das intenções corporais e inocentemente entrei para fazer a tal aula às 09:05 da manhã. Munida de colchonete e orgulho, me deitei e esperei até que o professor chegasse.Quando ouço:"Que turma linda!", percebi que não ia ser uma aula tão básica assim ( confesso que pensei na roubada disfarçada de cuidados com a saúde que entrei).Manja aquele sorriso Bond Boca, aquela disposição de quem dá aula dormindo e aquela resistência de dar inveja ao Rambo? Pois é. Que fria! Como dizem que quem está na chuva é para se molhar... o fato é que às 09:50 ele ainda não tinha acabado a aula e não dava sinais que terminaria tão cedo , pois minha leiguice sabe que há uma ordem corporal para ser seguida e ele ainda estava no quadril!!!!"Segura 4, 3, 2.................relaxou. Não relaxei, desmontei.Minha boa intenção e disposição foram embora comigo antes das 10. Tudo gritava em mim: bunda, coxas, braços, cabeça.Se eu insistisse ia rolar uma greve muscular.Portanto, não quis arriscar. Ainda preciso dessa moçada funcionando muito bem em mim.
Eu e meus 43 seguramos 4, 3 ,2 e morremos.
Ou quase.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
As damas no vermelho
Nos últmos dois dias quem se liga naquela coisa retangular que hipnotiza, entenda-se TV, percebeu que as damas que não querem usar o vermelho estão numa troca de sutilezas paquidérmicas de causar arrepios. Ditas as duas maiores emissoras de imagens do Brasil ( sim de imagens, porque o que falta definitivamente é conteúdo), Globo e Record escancararam sua paixão mútua por audiência a qualquer custo.
"-Espelho, espelho meu, existe no Brasil alguém mais poderosa do que eu?
Sim, a Record."
Pronto.Foi-se embora o companheiro de Narciso, mesmo que este tenha se visto na superfície de um lago, foi o espelho que ganhou mundos com a mal-fadada fama de refletir mentiras.
De tão viciado vivia no automático e numa tentativa vã de se libertar arriscou a vida falando o que não devia. É isso que acontece com quem fala o que quer: vira pó no picadeiro do grande circo midiático.
Confesso que não sei mais o que significa a palavra mentira, assim como a palavra verdade. Seus significados se tornaram tão vazios e desprovidos de qualquer crédito que no ringue das notícias o máximo que fazemos é girar nossos pescocinhos de cá para lá sem nos importarmos com quem está falando o que. Assistimos mecanicamente essa luta despropositada como se não tivéssemos nada melhor para fazer. Será que temos?
Considerações à parte parafreseio Lord Bacon com sua magnificência : " antes um Lord do que um porco de chiqueiro."
Quem foi Lord Bacon ? Não tenho a menor idéia. Mas esse negócio de nascer lá nos rincões de lugar nenhum, passar anos na engorda, confinado, para virar bacon na frigideira ? " Não. Sou mais ser Lord . Posso frequentar os melhores salões, as mais altas esferas do poder, me relacionar com as figuras mais estranhas desta fauna, passar a sacolinha".
Assim as linhas tênues de lama e vergonha são maquiadas e bem vestidas nos colarinhos brancos dos bailes da vida.
Como eu não gosto de bacon e muito menos tive espelhos viciados continuo por aqui me deliciando com a irrealidade absurda dos dramalhões televisivos que invariavelmente resvalam nessa realidade de cá.Ou melhor, se espelham.
Se espelham?
Espelho, espelho meu...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A barca de abóboras

domingo, 9 de agosto de 2009
Pãezinhos e outras neuroses.
Voltando aos pães: entro num padaria que já fora referência na cidade, hoje anda meio caidinha.Por falar em caidinha acho que ando com meus nervos meio frouxos.Veja você que me flagrei pensando neuroticamente nessa tal gripe, o que para mim pode ser sinal de idade. Aos 43 neurótica ? ISSO é estar caidinha. Enfim.
Bem que eu poderia ficar neurótica de carteirinha mais velha. Se bem que os mais velhos gozam de uma sabedoria invejável. Se assumem e pronto! Cadê a lucidez de minha adolescência ? Nos idos de minha fase mais, mais, mais... sei lá, eu era uma garota típica. Sonhadora, desbravadora de mundos ( pelo menos dos meus), indignada com as indignações do mundo, sonhadora de novo e ... romântica, muito romântica aliás. Sonhava em ter 4 filhos com nomes bem digamos, naturais(?): Ana Terra, Luã, Moreno e Clara Luz, morar em uma comunidade onde todos são todos, onde o dinheiro seria o escambo de nossas produções, onde tudo seria bem verde e bem harmonioso. O meu companheiro seria um gato, desses de parar o trânsito. Nossa, como eu beijava o travesseiro na fantasia que era o meu gato que lá estava! Moreno, olhos verdes, forte e deliciosamente meu. Ai, ai...
Mas ,os pães e suas calorias me trazem à minha realidade que não é dura, nem suave. É.
Entre devaneios e pãezinhos vou exercitando a sabedoria que algum dia será merecidamente minha.
Minha neurose.
sábado, 8 de agosto de 2009
O ventinho do cerrado
Ando de molho esses dias, alternando passeios aqui no micro, nos livros , na televisão e no jardim. Ah, o jardim! O verde vivo da época das chuvas cede lugar ao marrom da seca.Há uma magreza nas plantas, um descolorido nos tons. A água só voltará em meados de outubro. O jeito é esperar a roda das estações girar.
Nestas manhãs deslumbrantes olho agradecida para a vida e respiro com mais sede essa imensidão de mistérios que nos abençoa todos os dias, mas o ventinho...
Terça passada quando a noite chegou trouxe consigo uma febre.Na quarta passei o dia deitada com essa companhia que, apesar de chata, é sinal que uma batalha intensa acontece nos microscópios de meu corpo. Por isso agradeço à minha saúde que sabiamente me defende de intrusos virais. A tal febre não me largou até quinta, porém nada que ultrapassasse os 37.5°. Uma febrícula. Conselho? Ficar de quarentena em casa já que cheguei há pouco da terra dos cangurus. Obedeci a sugestão, mas confesso que a vontade de sair dá até urticária nos pés. Sem falar numa faringitizinha e no ventinho.
Ah o ventinho do cerrado!!! Ventinho friozinho que piorazinha qualquer gripinha. Imagina uma influenzazinha?!
Só de imaginar me dá taquicardia, ou, febre.Sei lá. Quero é sair dessa tal "situação molho".Definitivamente não levo jeito para a coisa.
Quero minha pseudoliberdade de volta, mesmo que eu fique em casa à toa.Pelo menos sei que posso sair mesmo que seja para fazer nada.
E o ventinho continua lá fora...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Zum Zum Zum
22:32.
Já se vão muitos dias e muitas horas desde o dia que nasci neste planeta. Já se vão muitas falas e muitos sóis. Já se vão...
Hoje acordei mais humana como se humana eu nunca fosse. Acordei mais emoção, mais ar, mais verde. Das 4 horas de sono dormidas não restou muita coisa, apenas a sensação aflita que o tempo vem vorazmente anunciar que já foi.
Levanto meio trôpega e me endireito para direito cumprir as tarefas do dia: fazer o xixi matinal (velho companheiro),tomar um café da manhã razoável, ver o jornal da manhã e sentar bem onde estou agora: na frente do PC, ou melhor do micro. PC me fez lembrar de um episódio triste de nossa Babilônia desmantelada que alguns ainda insistem em chamar de política.
Voltando ao micro.
Quando aperto o botão de ligar um barulho quase igual ao de um helicóptero rompe da CPU.Parece que pegou no tranco e se mantém no ar a qualquer custo...zumzinzunzummmmm. Finjo que me acostumo com este incômodo e sigo clicando nas páginas que me interesso. Preciso confessar que não tenho lá muita paciência com essa coisa "infotech", mas ela me maravilha. Sapeio um pouco por aqui e me despeço com um " até já já".
Mais tarde volto e leio uns artigos interessantes, entro nuns sítios também interessantes e estaciono no MSF - Médicos Sem Fronteiras. Outra confissão: esse negócio de ajuda humanitária me atrai.Não é à toa que me formei psicóloga. Pois bem. Vocês sabiam que ao todo há por volta de 14.000 trabalhadores desta instituição/organização ? Será que é muito? Não sei.O que sei é que há uma bravura nestas pessoas que ultrapassa qualquer força armada. É uma bravura de gente que sente e sabe que é gente na pura acepção da palavra. Que sai da platéia e vai para o palco.Não por querer mudar o mundo, mas talvez para fazer dele um lugar um pouco mais digno, ou fazer dos que recebem seu suor, seres humanos mais dignos. Vocês sabiam que há seres humanos na África? No Haiti? Brasil, Camboja,Índia e inúmeros outros países??? Que esses países não são apenas cartões postais? Existe gente que está morrendo de fome enquanto estou aqui brincando de ser escritora. Tem gente que acabou de perder uma perna numa mina, tem gente que está sofrendo algum tipo de violência neste exato instante. Gente.Por isso a bravura, porque eles acreditam em gente e que A gente pode sim ser a mudança que almejamos no mundo.Sábio Gandhi.
Quanto aos 14 mil? Saõ poucos num universo de bilhões de gentes. Ok, sem cobranças.Fazemos escolhas, isto é fato, assim como é de fato e de direito a dignidade humana.
23:02. Há meia hora estou aqui, mas na intensidade das coisas a Terra já girou 20 vezes .
Há pouco me chatiei com o que J falou, ou melhor, com uma observação dele.Ele tem dessas coisas: fazer interpretações em momentos totalmente impróprios.Coitado, vai ver é mais forte que ele, assim como a droga é maior do quem a consome. Às vezes tenho vontade de dar um remedinho em todos estes momentos de comentários irritantes e vazios.Seria uma maravilha! Aí ele voltaria a ser o príncipe encantado que um dia eu sonhei. Coitado de novo.
Melhor que faço agora e me entregar aos livros.Assim aprendo a brincar mais com as palavras.
:)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Meu primeiro selo!!!!!

Blog Dourado é um prêmio que homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza. A cor azul para representar a paz, profundidade e imensidão e a cor dourada para a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias.O prêmio em si representa a união entre os blogueiros.As regras são:- Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo.- Anunciar através de um link o blog que o premiou.- Premiar até outros 15 blogs, avisando o blogueiro sobre o prêmio.- Agradecer a quem deu o selo Blog Dourado.
Quero agradecer a delicadeza de Ana Maria Araújo - www. blogdapaki.blogspot.com pela indicação e pelo selo, para minha surpresa, aliás deliciosa surpresa!
Influenzas australianas
Nossa aventura começou há mais ou menos 3 meses, momento da decisão de nosso destino nas férias familiares: Austrália. Mas, porque Austrália? Alguns perguntaram. Porque não? Nós respondíamos. Como pais que tentam um equilíbrio nas vontades de seus rebentos, optamos pela Austrália para que os intrépidos mergulhadores (pai e o casal de filhos, já que eu, a rainha do lar, enjôo só de pensar no balanço do barco)se deliciassem na Grande Barreira de Corais. Pois bem. Lá fui eu descobrir como, quem , quando e quanto. Resolvidas todas estas pendências embarcamos dia 17/07, lépidos e fagueiros, sãos e cristãos.
Passamos dias bem legais, num inglês "cachorro"( o deles) e com gratas descobertas( me emocionei quando , ainda no avião avistei a Opera em Sydney). Visita vai, visita vem, viagem vai , viagem vem e nós tirando fotos enlouquecidamente, meio que niponicamente.
Dias de sol e vento frio, uma chovinha boba aqui, outra acolá e mais ventinho incômodo. Após 15 dias de pura Austrália com direito a fotos com Cangurus e Koalas ( tenho que admitir que fique feliz pacas quando encostei nestes bichinhos!!!)chegou a hora de voltarmos.Arrumamos nossa bagagem lépidos e fagueiros, nem tão sãos e ainda cristãos, pois veio de carona comigo, especificamente em mim, um tal de H1N1.Ô sujeitinho chato esse!
Agora estamos aqui, eu e ele em casa de molho. O que me resta é dedilhar nestes teclados, nos controles remotos da TV e nas páginas dos livros porque a ordem é ficar de quarentena esta quarentona de "influenza"!
Pode?


