Há algum tempo percebo em mim uma dificuldade, ou, preguiça de lembrar e ou associar referências,tanto bibliográficas quanto pessoais. Sei, já ouvi falar, já li, mas na hora de fazer um paralelo caio num vazio.
Vez por outra sinto uma vontade enorme de fazer uma grande colcha de retalhos, escrever um belo texto com várias referências, costurar tantas palavras que fazem sentido para mim e dar a minha voz a elas.Uma voz com sentido amplo, ressonância aguda com inúmeros corações.
Gandhi, Krisnamurti, Leonardo Boff,Herman Hesse,Sócrates, Heidegger,Blavatsky, Saint Exupèry, Thich Nhat Han, Dalai Lama, Sogyal Rimpoche, Narin Rimpoche,Mario de Andrade,Mia Couto,Manoel de Barros, Lya Luft,Adélia Prado, eu,Isabel Allende,Gentileza...inúmeros poetas da vida.Humanidade.
Nessa brincadeira gostosa quero tecer a ciranda da comunhão, dos altares, dos pares e lares.Fazer lambreca de melado,bolinha de sabão e na leveza da beleza comungar, sempre, com a natureza. Quero rimar A com Z, roxo com preto, embaixo com do outro lado e ser feliz. Soltar os cabelos, as rugas, a barriga e me fartar de Presença.
Ser a palavra, estar na palavra, pensar na ação.Sentir a certeza do imponderável e navegar.
Quero poder marcar nos 45 do segundo tempo e sentir que tudo valeu a pena.
Na minha colcha cabe todo mundo, até aqueles que tem os pés gelados e pontudos, os que soltam pum e o escodem, os que insistem em não tomar banho antes de dormir e aqueles que adoram cultivar perebinhas.
Uma colcha que fale e cante nossa humanidade, que faça os mais belos trocadilhos e que, acima de tudo, toque fundo o coração de todos os seres.
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