sábado, 8 de agosto de 2009

O ventinho do cerrado

O sábado chega ensolarado, o sol brilha num céu com um azul de arrebentar, mas o ventinho...
Ando de molho esses dias, alternando passeios aqui no micro, nos livros , na televisão e no jardim. Ah, o jardim! O verde vivo da época das chuvas cede lugar ao marrom da seca.Há uma magreza nas plantas, um descolorido nos tons. A água só voltará em meados de outubro. O jeito é esperar a roda das estações girar.
Nestas manhãs deslumbrantes olho agradecida para a vida e respiro com mais sede essa imensidão de mistérios que nos abençoa todos os dias, mas o ventinho...
Terça passada quando a noite chegou trouxe consigo uma febre.Na quarta passei o dia deitada com essa companhia que, apesar de chata, é sinal que uma batalha intensa acontece nos microscópios de meu corpo. Por isso agradeço à minha saúde que sabiamente me defende de intrusos virais. A tal febre não me largou até quinta, porém nada que ultrapassasse os 37.5°. Uma febrícula. Conselho? Ficar de quarentena em casa já que cheguei há pouco da terra dos cangurus. Obedeci a sugestão, mas confesso que a vontade de sair dá até urticária nos pés. Sem falar numa faringitizinha e no ventinho.
Ah o ventinho do cerrado!!! Ventinho friozinho que piorazinha qualquer gripinha. Imagina uma influenzazinha?!
Só de imaginar me dá taquicardia, ou, febre.Sei lá. Quero é sair dessa tal "situação molho".Definitivamente não levo jeito para a coisa.
Quero minha pseudoliberdade de volta, mesmo que eu fique em casa à toa.Pelo menos sei que posso sair mesmo que seja para fazer nada.
E o ventinho continua lá fora...

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