segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dias de lua

Hoje é dia de lua cheia, dessas que explodem no céu e clareiam até os horizontes mais distantes. O manto escuro da noite abre os braços para esse clarão de plenitude e abundância. É tanta belezura que as palavras somem.
Foi sob as bençãos dessa luz que recebi em minha casa duas visitas que aqueceram minhas memórias de família . Filha de prima e amigo quase irmão.Estes 2 personagens trouxeram suas vidas por breves 5 dias.Tão breves e tão eternos que fui e voltei às distâncias de minhas raízes uma porção de vezes. Descobri e resdescobri as delícias da ternura quando sabemos da afinidade e da humanidade.
Agora, nesse vazio que o silêncio da casa vazia me apresenta, penso em quantas voltas já dei e em quantos relações familiais já tive...muitas, tantas que o infinito desaparece. Estou sentindo um frio no peito, desses que só se aquece quando abraçamos alguém.Não um abraço qualquer. Aquele abraço que a gente se entrega e deixa o outro chegar, que trocamos nossos calores, que "perdemos" longos e intensos minutos apenas estando ali.
Percebi a admiti para mim mesma minha fome de gente.Gente que trás o laço de sangue, o laço do abraço.
A lua me abraçou e girou, girou.Fez de mim um compasso, me colocou nos seus braços e fez brotar estrelas de nomes e eras.
Agora sou lua.
Plena, clara e luz.

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