Ontem fui assistir ao show de BB King . Difícil descrever essa mistura de sensações e emoções . BB já passou dos 80 , no entanto o poder de sua voz e de sua presença falam por si . Nascido nas terras do Mississipi nos idos da década de 20 BB foi um garoto pobre e desde muito novo trabalhava nas plantações de algodão . De cantor em um grupo Gospel , logo BB mostrou seu talento com as cordas de uma guitarra . Hoje é considerado uma lenda viva do blues .Um mestre de um gênero que nasceu dos lamentos dos escravos das terras do Mississipi.
São raros os momentos que podemos estar frente a frente com pessoas como ele. Tanta envergadura se curva diante da platéia e esbanja simpatia , domínio e muita naturalidade. Quem faz mais do que fala não precisa de grandes introduções nem de rosários de apresentações . Dá o recado pela ação .
Isso me faz refletir o quanto preciso aprender . O quanto a fala excessiva mata o tempo da execução e nos aprisiona .
Mestres verdadeiros trabalham no silêncio de suas ações . Não anunciam para que lado vão virar , eles simplesmente viram .
E assim , banhada de blus puro , da fonte agradeço a oportunidade que tive ontem .
Usufrui da Presença de um mestre !
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Redes sociais
Há poucos minutos fiz uns "upgrades" no meu mural do "Facebook". Este como vários outros sítios de relacionamentos tem conquistado mais e mais adeptos para as chamadas Redes Sociais da "internet" . Você tem inúmeras opções entre cartas , frases , desenhosinhos , e outras coisinhas mais . passamos horas ao sabor dessa brincadeira que , mal ou bem , aproximam-nos uns dos outros. Paradoxalmente onde a distãncia física arde nos nossos olhos ( ou pela dor da separação , pelo esforço de ler na tela do pc ou ainda pela número de horas que ficamos frente a frente com este vasto mundo digital.
Sou pessoa que gosta de interagir , que gosta do calor do olhar , do abraço e da troca de sabores que são trazidos pelas nossas filosofias de vida. Mas , também gosto dessa ferramenta rápida , meio mágica meio vilã que nos conecta quase que a velocidade da luz ao todo que chamamos mundo.
Nem crônica nem poesia.
Só um alô de final de tarde. Um alô através dessa máquina , dessa mágica , dessa vida.
Eu e minha rede social juntos tecemos a grande teia de seres . Somos muito mais do que os perfis de nossos "Facebooks".
Somos gente sentindo gente.
Sou pessoa que gosta de interagir , que gosta do calor do olhar , do abraço e da troca de sabores que são trazidos pelas nossas filosofias de vida. Mas , também gosto dessa ferramenta rápida , meio mágica meio vilã que nos conecta quase que a velocidade da luz ao todo que chamamos mundo.
Nem crônica nem poesia.
Só um alô de final de tarde. Um alô através dessa máquina , dessa mágica , dessa vida.
Eu e minha rede social juntos tecemos a grande teia de seres . Somos muito mais do que os perfis de nossos "Facebooks".
Somos gente sentindo gente.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Cordel interessante
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como o Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral...
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer...
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como o Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral...
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer...
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
segunda-feira, 8 de março de 2010
A carona
Semana passada lá ia eu feliz da vida para a vida. Trânsito fluindo , horário tranquilo , dia bonito e dois caronas. Detalhe : eles não me pediram carona , simplesmente estavam lá , eles os 2 pernilongos . Entre dirigir e tentar me livrar de ambos , aconteceram cenas do tipo tapas em mim mesma , no vidro , nos bancos e a fatal apelada. Peguei um papel de propaganda e fui com a melhor das boas intenções : me salvar. Pak , bif , pow , tatats ., pim e nada. Eles continuavam voando , dominando o espaço aéreo do carro. Claaaaro que levei umas picadinhas e isso só aumentou a vontade , para não dizer outra coisa , de , digamos , finalizar aquilo de uma ou de outra forma . Num rompante de decisão eles ou eu , segurei firme o folheto ( minha "arma' ) e fui com tudo. reuni todas as forças , calculei o momento e pá ! Errei !!! Meus amores , eu errei ! O jeito foi parar o carro e mandar ver. A compostura foi para o ralo , a compaixão idem e só ficou a vontade de acabar com ambos . Como ? Matando na base de folhada . Alguns minutos de perseguição se seguiram . Ao ver os 2 impossibilitados de voar continuei meu caminho . Fui andando e pensando que poder essas moriçocas tem.
E pensar que elas só querem se alimentar. . .
E pensar que elas só querem se alimentar. . .
quarta-feira, 3 de março de 2010
Poesias "pockets", "pockets" poesias
"Poesia é o meio metro entre a cabeça e o coração"
"Dizem que os rios sorriem à toa.
Digo que os rios não sorriem,
eles brilham a felicidade"
" Agora estou aqui,
ontem estive lá
amanhã estarei em nenhum lugar."
"Frio .
Frio de contenda,
Frio na emenda.
Frio.
Que mentirosos faz tremer o coração.
É emoção ! "
" Alguém abriu a jaula.
pedi que não o fizessem.
Agora terei que domar a explosão das palavras
que enlouquecidas se escondem nesse papel. "
Poesia
comprida
é texto,
discurso
disfarçado,
gerado
no
exato
instante
da maior
de
todas
as
dores:
a de barriga !"
Nem pança , nem pescoço.
Jogo o desejo no poço ."
"Que minha humanidade seja
sagrada e louca.
Que minha insanidade seja humana enquanto dure."
" Não , não me peçam mais uma dose.
Já estou inebriada.
De álcool ?
Não , de amor."
" Não há altura para o silêncio das palavras. "
" Tenho medo do vazio não ser tão grande. "
" Eu sou meu estandarte pessoal". Manuel de Barros
" Mundo , mundo , vasto mundo." Pedacinho de Drummond
"Dizem que os rios sorriem à toa.
Digo que os rios não sorriem,
eles brilham a felicidade"
" Agora estou aqui,
ontem estive lá
amanhã estarei em nenhum lugar."
"Frio .
Frio de contenda,
Frio na emenda.
Frio.
Que mentirosos faz tremer o coração.
É emoção ! "
" Alguém abriu a jaula.
pedi que não o fizessem.
Agora terei que domar a explosão das palavras
que enlouquecidas se escondem nesse papel. "
Poesia
comprida
é texto,
discurso
disfarçado,
gerado
no
exato
instante
da maior
de
todas
as
dores:
a de barriga !"
Nem pança , nem pescoço.
Jogo o desejo no poço ."
"Que minha humanidade seja
sagrada e louca.
Que minha insanidade seja humana enquanto dure."
" Não , não me peçam mais uma dose.
Já estou inebriada.
De álcool ?
Não , de amor."
" Não há altura para o silêncio das palavras. "
" Tenho medo do vazio não ser tão grande. "
" Eu sou meu estandarte pessoal". Manuel de Barros
" Mundo , mundo , vasto mundo." Pedacinho de Drummond
foi no ano de 2005 . . .
"Minhas mãos tremem,
assim como treme meu coração.
Arde o princípio do sentimento,
Meu tremor me leva às bordas de minhas vértebras,
sacode minha estrutura que cala sob a fenda.
Garganta profunda,
silêncio abissal.
A Luz eclode e cega a estrutura profunda.
Fendas largas , lunares, perfeitas.
Aprumo.
Retomo o ponto.
Vem a sorrateira verdade, que invade e cala
minha fala muda.
Vibra semente infecunda .
Insiste em mim.
Ecoa o surdo compasso,
do passo mais profundo
daqui desse meu mundo que anda com os pés juntos. "
Poesia escrita por mim em junho de 2005
assim como treme meu coração.
Arde o princípio do sentimento,
Meu tremor me leva às bordas de minhas vértebras,
sacode minha estrutura que cala sob a fenda.
Garganta profunda,
silêncio abissal.
A Luz eclode e cega a estrutura profunda.
Fendas largas , lunares, perfeitas.
Aprumo.
Retomo o ponto.
Vem a sorrateira verdade, que invade e cala
minha fala muda.
Vibra semente infecunda .
Insiste em mim.
Ecoa o surdo compasso,
do passo mais profundo
daqui desse meu mundo que anda com os pés juntos. "
Poesia escrita por mim em junho de 2005
Assinar:
Comentários (Atom)