Hoje à tarde acabei ficando sem rumo depois de uma série de desencontros.Entre a espera sem fim pelo J( que chegou lá pelas tantas) e o final da tarde, vivi a irritação em conjugar o verbo esperar e o prazer de encher a pança com um belo arroz com feijão requentado às 4 da tarde (eu e eu), o cansaço pela noite curta e uma voltinha de carro estilo prêmio de consolação. Fora as tentativas vãs de falar com alguém . Um não atendeu, o outro estava num show de rock, a outra ralando na produção de óperas populares e euzinha aqui no meu momento barata tonta. Ah, sem falar na tentativa de almoçar com uma das comadres antes desse efeito cascata de furadas. Essa aí estava fugindo de encontrinhos sociais após um mês de visitas sem fim na sua casa. Compreensível.Aliás, bem compreensível. Tem gente que vai ficando, ficando, ficando...zzzzzzzzzzzzzzzzz. Afe!
Essa história de ser barata tonta por uma tarde não foi de todo ruim. Rodei, rodei, rodei e eis que fui atraída para um lugarzinho bem especial por vários aspectos : Ermida Dom Bosco. Aquele lugar me faz lembrar das inúmeras tardes no Parque da Cidade curtindo toda a candanguice do projeto Cabeças.Quanta juventude nas tranças soltas, na mistura musical, nas descobertas culturais! Saudades. A Ermida me remete a estes tempos de " eu tinha apenas 17 no dia em que saí de casa...e não fazem mais de 4 semanas que estou na estrada." Entre as delícias dos 17 e as delícias dos 40 fico com a segunda opção. Simples. Eu "tô" podendo!!!! Sentiu a fêmea que "tá" no salto ? Segura essa meu chapa!
No meio dessas caraminholas literárias me anestesio para não ficar tão frustrada com as tais furadas . Afinal, no finzinho da tarde fui beber a vida!
2 comentários:
Menina você tá numa produtividade de causar inveja! Adorei suas aventuras pelo ócio. Beijos
Muit bom!!
Postar um comentário