quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Natal , ano novo e outras histórias


Hoje é dia 30/12/09, penúltimo dia de nosso calendário. Penúltimo dia de muitas promessas feitas 364 dias atrás , penúltimo dia de muitas conversas. Penúltimo dia para infinitos ajustes.Primeiro dia para incontáveis histórias. A festa de família mais comemorada do país passou , ainda com grandes escorregadas na febre do consumo , mas uma festa de família acima de tudo (deixarei reflexões mais profundas para outro momento). 2010 chega amanhã às 24:00. Que venham os próximos 365 dias repletos de realizações, continuidades , novidades , serenidade , altos e baixos , idas e vindas. Um novo ano pela própria combinação de números , pelas promessas que trás consigo , pelo frescor do recomeço. Mais uma girada na roda da vida. Um ano como tantos outros , um ano como nenhum outro. Um ano.
Desse trem que se reveza a cada instante aprecio a paisagem sentada confortavelmente em meu assento. Olho com olhos cansados , marejados , alegres , tristes , distantes. Assim como meu humor meus olhos traduzem muitos de meus momentos. Observo , não me prendo às fotografias que passam sem cessar. O trem vai seguindo seu curso , sobe e desce os trilhos perdidos nas montanhas , nas pastagens , nas planícies e curvas do caminho. Seu balanço é como um embalo de mãe , uma canção de ninar que acalma e aconchega . Me entrego a este Caminho , a estes braços da vida e vou plantando em meu coração a certeza dos filhos criados ,das roupas lavadas , das sementes lançadas em solo fértil.
...
Aqui , de meu assento , dou Graças , aceno , honro e adormeço.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por mais livro e leitura na TV

Campanha iniciada pela amiga e "blogueira" Alessandra Roscoe do blog contoscantoseencantos.blogspot.com


O que falta para que o Brasil seja realmente um país de leitores?


Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."

Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!
Alessandra Roscoe

Postado por Alessandra Roscoe às Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Camarão sem gelo por favor.

Ok , camarões e frio não combinam , mas e os Crills ???
Deixa para lá.
Dedilho essas letrinhas num laptop HP que repousa tranquilinho no meu colo enquanto eu peno para acertar os acentos , teclas e etc. Esse lance de laptop é prático , mas um PCzão é tudo para meu conforto...
Voltemos aos camarões.
Semana passada me vi embalada na onda do "leve fresquinho" e em menos de uma hora estava derramando , às pressas , o gelo que fora cuidadosamente colocado pelo simpático Fábio da peixaria do Luis em Florianópolis, no isopor que seguiria para Brasília.
Explico : minha parceira de aventuras a Urubici foi incumbida de levar camarões para a sobrinha. Preço melhor , mais fresquinho , etc e tal . No dia de retornar nos informamos sobre onde comprar os tais camarões e seguimos para o Mercado Central . Lindas , loiras e faceiras rumamos para o tal mercado certas que faríamos a tal compra e ainda chegaríamos com folga no aeroporto para embarcarmos de volta para casa. Até aí tudo ok. Camarões lindos , baratos , frescos e de quebra lulas , filés de linguado , bolinhos de bacalhau e siri. Tudo embaladinho , geladinho e pagozinho.
Buda , nosso carregador levou os ditos isopores até nosso carro . Agradecemos com um namastê e fomos embora. Carro alugado devidamente devolvido , horário ótimo e lá vamos nós para a fila de embarque. Aí a coisa começou a pegar. Um mega grupo de asiáticos ( já repararam que eles andam em bando?) , malaios ou filipinos com suas malas enormes, estava na nossa frente na fila . Resuminho : deu a hora do embarque e nada de termos feito nosso check-in .
"A cia aérea não embarca gelo senhora". Hã ?
 E os camarões fresquinhos , os filés , lulas ???? Nada de apelos , o jeito foi derramar o gelo.
Corre ,abre , derrama , fecha ,corre de novo , apela porque ainda tem um restinho de gelo , surpevisora "abre exceção" , pega cartão de embarque , corre de novo , entra no avião e finalmente Brasília.
Na próxima "sirva" o camarão sem gelo e pergunte se a viagem será com ou sem emoção.
E sobrinha, nada de pedidos inocentes ok?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Minutin

Eu vô contá procês um segredin :
vou sumir um minutin .
Dá trabaio pro Saci
Escondê do tinhoso e usá o pirlimpimpim.
Deu cansêra nas idéia,
deu calo nos dedão,
eu vô agorinha pegá o estradão.
Me adiscurpa num avisá, mas tem hora que num dá.
Ou a gente some um cadin ou o danado sem dó demim
vai aprontá mais uma.
Vou sumir um minutin.
No giro das hora eu vorto rapidin.