João Ubaldo morreu...
Rubem Alves morreu...
Ariano Suassuna morreu...
Morremos.
Todo dia a gente morre. Morre gente todo dia.
Todo dia é dia, toda hora é hora. Mas, parece que tem hora que o relógio da vida descompassa e na ânsia de acertar o passo leva gente que se distraiu e pegou o bonde errado.
Bonde? Está mais para trem da partida..."e assim chegar e partir..."
Esse trem andou carregando muita gente esses dias: crianças que vivem literalmente na Faixa e por seguirem Maomé viraram ameaça.
Crianças que por falarem dialetos e carregarem no corpo a marca da fome tem na morte sua sentença.
Crianças que são arrastadas por carros guiados por desequilibrados.
Crianças que são apenas crianças.
Vivas as crianças João, Rubem, Ariano que com sua mestria coloriram de esperança essa dureza e seus descompassos.
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