Andei tentando disfarçar minhas verdades. Tempos atrás derramaram minha inépcia bem à minha frente. Recuei e me olhei ali , nua , sem defesas , me justificando por ser eu mesma.
Achei que a imagem que desenho para fora convence quem vê. Me iludi. Alguns acreditam , outros finjem que acreditam e outros tantos simplesmente traduzem meus óbvios.
Pensei que disfarçava minhas inseguranças , que planava entre os vales da serenidade e da insanidade sagrada. Precisei pousar nas planícies cruas do meu início.
Construí castelos de crenças , alimentei fantasias e fui forçada a baixar a ponte para costurar caminhos.
Acreditei que sentir saudade me dava autonomia , mas percebi que só me trouxe a certeza da dependência .
Me vesti com as mais variadas cores , com os mais variados cortes , mas o vazio me despiu desses excessos .
Camuflei sentimentos , mas o sol incandescente queimou minhas vaidades .
Nesse misto de disfrace e verdade caí em mim. Desatei meus nós e continuei a trançar minha história.
Aquela que um dia acreditou ser quem não é se cala e deita sob a relva num silêncio cintilante , antigo e vibrante.
Um comentário:
Muito interessante seu texto!!Mas é meio angustiante...dá uma sensação de incompleto!Vc é muito boa para se expressar pois consegue transmitir e passar para o leitor seus sentimentos... estou errada?
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