"Minhas mãos tremem,
assim como treme meu coração.
Arde o princípio do sentimento,
Meu tremor me leva às bordas de minhas vértebras,
sacode minha estrutura que cala sob a fenda.
Garganta profunda,
silêncio abissal.
A Luz eclode e cega a estrutura profunda.
Fendas largas , lunares, perfeitas.
Aprumo.
Retomo o ponto.
Vem a sorrateira verdade, que invade e cala
minha fala muda.
Vibra semente infecunda .
Insiste em mim.
Ecoa o surdo compasso,
do passo mais profundo
daqui desse meu mundo que anda com os pés juntos. "
Poesia escrita por mim em junho de 2005
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