quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Família de mim


Andei nas terras de meus antepassados , voltei anos , voltei séculos. Fui aos montes de minha história , desci aos vales de meus caminhos . Encontrei tantas gentes que mal pude saber os nomes e os rostos , só as soube.
Nas passadas largas que dei no caminho pude visitar casebres , castelos e estalagens. Em minha memória ficaram muitas cenas , muitas fotos que lente de nenhum fotógrafo há de captar. Nas entranhas de meu coração encontrei mais sentido nos , agora , desmascarados de minha infância.Os vi como são , como eram e não sabíamos. Me senti autorizada a viver mais leve , livre , solta de meus enganos. Muitas crenças poluíam minhas relações familiais , muita poeira escondia as imperfeições dos móveis de então , das salas e das coxias. Sinto que cada vez mais me possuo de mim mesma , me permito as luzes da ribalta , assumo meu próprio espetáculo , meu palco. Delícia !
Das tolices infantis de outrora trago apenas a ingenuidade misturada com a pureza , ambas embaladas pelas graças do perdão. Tias , primos , tios , avôs e bisas. Sinhás , senhores , bobos da corte , cortesãs. Nada escapa da troca de pele. O mundo dá voltas.Esta é uma verdade irrefutável. Coroei com novos ares , pares , lares meu término nessa pequena/grande aventura. Não sou o que achava que era , o que acho que sou e o que acho que serei. Ninguém é. O vazio absoluto é a ave que plana certeira nos céus das terras de Eu.
Adriana Dornellas Coelho Duarte de Oliveira considere-se livre !!!!

Um comentário:

PAKI disse...

Bem vinda a esta existência.
Namastê!